Câmaras do Vale do Sousa dizem-se discriminadas nos descontos das autoestradas

Humberto Brito, presidente da Valsousa e da Câmara de Paços de Ferreira, reclama “igualdade de tratamento em relação à A42 e A4”

As seis câmaras do Vale do Sousa, entre as quais Felgueiras, dizem ser “discriminatória” para o território a possibilidade de descontos na A41, na zona do Porto, sem contemplarem a A42 e a A4, que servem aqueles municípios.

 

 

Em comunicado enviado à Lusa, a Associação de Municípios do Vale do Sousa (Valsousa), que reúne as câmaras de Felgueiras Lousada, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Castelo de Paiva assinala-se a estupefação das seis autarquias face à situação.

“Não pondo em causa a bondade da medida, [os seis municípios] consideram completamente injustificável o tratamento discriminatório, a concretizar-se”, lê-se no documento.

A Valsousa recorda que a A42 e a A4 “são vias vitais para a mobilidade de pessoas e mercadorias no território e na ligação à Área Metropolitana do Porto e ao interior do distrito”.

Assinala-se, ainda, que no início do ano, a associação de municípios assumiu uma posição pública, através de carta aberta dirigida ao primeiro-ministro, na qual expressou o desagrado com o facto de a A41 e A42 não trem sido “contempladas com a descida de preços, então anunciada pela ministra da Coesão Territorial”.

Humberto Brito, presidente da Valsousa e da Câmara de Paços de Ferreira, reclama “igualdade de tratamento em relação à A42 e A4”, relembrando “o esforço e o contributo das empresas desta região para o fortalecimento do PIB nacional”, também no contexto dos “desafios decorrentes do impacto da pandemia da covid-19”.

“Os autarcas da Valsousa esperam que o Governo possa corrigir esta situação, no sentido de que, se não for possível concretizar a desejável isenção de portagens, pelo menos seja dado igual tratamento quanto à redução de portagens nas autoestradas A41 e A4, pois só dessa forma será promovida a coesão territorial da nossa região e do país”, conclui-se no comunicado.