Candidato à distrital do PSD/Porto quer trazer regionalização a debate político

Lusa

O presidente da Câmara da Maia apresentou a sua candidatura “de inclusão” à distrital do PSD Porto, para a qual pretende levar um programa “humanista e de proximidade” e a partir da qual quer trazer a regionalização ao debate político.

“Caso seja eleito, podem contar com toda a minha energia para trazer ao debate político a regionalização. Uma regionalização bem feita, com critérios (…) e que não seja encapotada, como parece ser a que o Governo nos quer impor”, afirmou Bragança Fernandes.

Durante a apresentação da sua candidatura à sucessão do deputado Virgílio Macedo na distrital do PSD/Porto, o autarca defendeu “uma regionalização sem mais cargos políticos além dos que já existem, assente nas cinco regiões, que não se limite apenas à demografia, mas sim a tudo o que constitui um território: as pessoas, a cultura, as tradições e a geografia”.

O agora candidato quer “dar início a um novo capítulo” na distrital e “começar um novo ciclo, sem fazer ruturas desnecessárias e violentas com o passado”.

“Sinto-me capaz (…) porque considero ter a sensibilidade para fazer consensos e construir pontes entre as pessoas e as instituições”, frisou o candidato na sessão que contou com a presença de representantes da maioria das 18 concelhias da distrital.

Naquela que diz ser uma “candidatura de inclusão”, Bragança Fernandes pretende ter “todos os autarcas eleitos nas várias listas do PSD” como seus interlocutores, para que “com projetos humanistas e de proximidade” seja possível alcançar “o sucesso nas próximas eleições autárquicas”.

E assinalou: “tendo em conta que vivemos num tempo de vacas voadoras, tudo farei para que a nossa candidatura e o PSD do distrito do Porto sejam sinónimo de credibilidade, humanismo, proximidade e não de ilusões”.

Bragança Fernandes comprometeu-se ainda a, enquanto presidente da distrital, estar “muito atento às engenharias políticas e administrativas” que estejam “disfarçadas em pulsões de democracia direta” e que “mais não visam que a retirada habilidosa de competências aos municípios”.

O autarca criticou “principalmente as que possam surgir através de estruturas metropolitanas centralizadoras, que por sua vez se tornam verdadeiros instrumentos do centralismo do Terreiro do Paço”.

No início da cerimónia, foi lida uma mensagem de Paulo Rangel, mandatário da candidatura de Bragança Fernandes de quem disse ser um “político com visão, coragem e determinação” e sénior o suficiente “para ser um senador da política em Portugal”.

Das listas da candidatura o único nome confirmado é o do ex-vice-presidente da Câmara de Paços de Ferreira José da Costa Soares para secretário da distrital do PSD/Porto.

Durante a tarde de hoje, a concelhia do PSD de Matosinhos divulgou um comunicado de apoio à candidatura de Bragança Fernandes, candidato que, refere o documento, “reúne um conjunto de qualidades humanas e políticas que lhe permitem ser reconhecido, não só na região, mas também no País, como um líder carismático, proeminente, realizador de consensos e fiel depositário de uma verdadeira social-democracia.”.

Bragança Fernandes anunciou a sua candidatura no final de junho, poucos dias depois de os órgãos distritais do Porto do Partido Social Democrata terem decidido demitir-se, convocando novas eleições para dia 23 de julho.

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