Carlos Santos desiludido com saída do comando técnico do Barrosas: “O tratamento não foi o melhor” [C/ÁUDIO]

Carlos Santos garante que não lhe foi comunicada qualquer justificação para o despedimento do comando técnico do Barrosas. O treinador, de 56 anos, que entretanto assinou pelo Citânia de Sanfins, não esconde a mágoa pela forma como foi tratado no emblema do concelho de Felgueiras.

 

Carlos Santos deixou o leme da Divisão de Elite da Associação de Futebol do Porto (AFP) à segunda jornada. Foi despedido a 17 de setembro, na véspera do jogo com o Sousense. O técnico lamenta a decisão, porque nunca antes tinha deixado “um projeto a meio”, e assegura que, até ao momento, não lhe foi exposto qualquer motivo que justificasse a rescisão de contrato.

“Muito haveria para dizer em relação à minha saída do Barrosas, mas acho que este não é o momento, nem para mim, nem para o próprio clube, que é um clube com prestígio, da Divisão de Elite, e não pode pagar por algumas pessoas que não se portaram como deviam. Passados duas semanas ainda ninguém me explicou o porquê da minha saída. É uma incógnita, o que me deixou um bocadinho desiludido”, confessou, em declarações à Liga Amadora TV.

Carlos Santos considera que o “tratamento não foi o melhor”, depois do esforço e do trabalho realizado durante a pré-época, mas sublinha que Barrosas é agora “uma página virada” e garante “foco total” no Citânia de Sanfins, o seu novo clube.

“Não quero ouvir falar mais nessa situação, nem da minha saída. Sei que muitas pessoas ficaram admiradas, mas agora isso é passado, e quero focar-me apenas naquilo que tenho que fazer no Citânia”, vincou.

Carlos Santos, que em Barrosas foi substituído por Hélder Silva, foi agora o escolhido para suceder a Ricardo Barros na formação de Paços de Ferreira. Tem estreia marcada para o próximo domingo, no terreno do Felgueiras B, no encontro a contar para a 5ª jornada da Divisão de Honra AF Porto.

 

AUDIO: Cortesia da ‘Liga Amadora TV’