CCDR-N apoiou 222 projetos de âmbito cultural através do Norte 2020

foto Paulo Alexandre Teixeira

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) disse ontem à Lusa, em Amarante, que o programa “Norte 2020” já apoiou 222 projetos de âmbito cultural, que representam um investimento de 200 milhões euros.

 

“Estamos a falar de projetos de diversa natureza, como este, como o que está a acontecer em Serralves, no Porto, no Museu de Ancede [Baião] e projetos diversos de recuperação do património cultural em várias igrejas”, afirmou António Cunha, à margem da inauguração das obras de restauro da Igreja e Claustro do Mosteiro de São Gonçalo, em Amarante, no distrito do Porto.

António Cunha explicou que, dos 200 milhões de euros de investimento em projetos culturais, 138 milhões são de apoios de fundos europeus, no âmbito do Norte 2020.

Recordando que, recentemente, participou na inauguração da recuperação da Igreja Matriz Santa Maria da Feira, referiu ser mais um exemplo da “recuperação de um património vastíssimo que, felizmente, há na região”.

O presidente da CCDR-N anotou, por outro lado, que muitos dos 200 projetos apoiados “já estão executados”, como o que ontem foi inaugurado em Amarante.

Referiu, ainda, que o programa” Norte 2020” já tem uma execução global total de 62%, mas estes projetos, no âmbito da preservação do património cultural, estejam nos 80%, porque a maior parte foi lançada “mais cedo do que outros projetos”, por exemplo de regeneração urbana, “que em alguns casos estão em fase mais atrasada”.

No discurso da inauguração, António Cunha referiu que “o Norte assume uma posição de liderança regional nestes investimentos, apesar da centralização nos fundos do PRR para o património cultural, que importa contrabalançar e corrigir no PORTUGAL 2030”.

Referindo-se às obras na Igreja de São Gonçalo, António Cunha sinalizou que, “com a recuperação desta joia, Amarante e todo o Tâmega e Sousa ficam hoje um pouco mais ricos e mais fortes”.

É para isso que os fundos comunitários servem: para tornar os territórios mais fortes, mais atrativos, mais inovadores e mais competitivos”, acrescentou.

Defendeu, depois, a necessidade de “ligar esta obra e este património ao Caminho Português de Santiago de Torres, num roteiro que liga Salamanca, Lamego, Amarante, Guimarães, Braga e Santiago de Compostela”, um projeto, concluiu, “cuja estruturação, sinalização e divulgação foi também objeto de financiamento do Norte 2020”.