COVID-19: Nuno Fonseca diz que medidas do Governo “podiam ter sido de outra forma”

FOTO: ARMINDO MENDES

Felgueiras considera que as medidas hoje anunciadas sobre o dever de permanência “poderiam ter sido feitas de outra forma”, devido aos diferentes números de propagação da covid-19 entre os três municípios abrangidos pela decisão do Governo.

 

“São medidas que temos de respeitar, que vêm do Conselho de Ministros, mas que poderiam ter sido feitas de outra forma, porque há diferença naquilo que é a propagação entre os concelhos de Felgueiras e de Paços de Ferreira, que é bastante mais significativa no concelho de Paços de Ferreira”, comentou o presidente da câmara, Nuno Fonseca, em declarações à agência Lusa.

O autarca diz perceber que “foram os números, as preocupações e as projeções [das autoridades de saúde], apontadas para as próximas semanas, que levaram, certamente, a esta decisão do Conselho de Ministros”.

“Aquilo que nos cabe agora é respeitar essas decisões e pô-las em prática junto da nossa comunidade”, acrescentou.

Os concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira, onde os casos de covid-19 têm estado a aumentar nos últimos dias, vão ter em vigor o dever de permanência no domicílio a partir das 00:00 de sexta-feira, decretou hoje o Governo.

Em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicou que as populações dos três concelhos têm o “dever de permanência domiciliária, com exceção de um conjunto de atividades, à semelhança do que tinha acontecido no passado no conjunto de 19 freguesias [na Grande] Lisboa”.

Sobre a abrangência das medidas anunciadas pelo Governo, o presidente da Câmara de Felgueiras que o município previa “medidas muito idênticas àquelas que houve numa fase inicial da pandemia, aqui com alguns ajustamentos”.

“Aquilo que nos é pedido é que se dê cumprimento ao que foi agora estabelecido”

O autarca deixou um apelo aos cidadãos do seu concelho para que ajudem a autarquia “a cumprir estas regras que foram decretadas pelo conselho de ministros”.

A Lusa tentou obter uma reação da Câmara de Paços de Ferreira às medidas anunciadas hoje pelo Governo. Fonte daquele município disse que o presidente Humberto Brito não prestaria declarações, porque foi o acordado entre os autarcas, com o primeiro-ministro, após a reunião realizada na quinta-feira, naquele concelho.

A Lusa tentou, sem sucesso, o contacto com os presidentes das câmaras de Lousada, Pedro Machado, e de Paços de Ferreira, Humberto Brito.