Covid-19: Nuno Fonseca satisfeito com novas medidas para empresas e famílias

Este momento, escreve Nuno Fonseca “exige responsabilidade e sentido de união de todos os felgueirenses, porque só assim, sem dramatismos irresponsáveis, conseguiremos ultrapassar, com sucesso, as atuais dificuldades”

O presidente da Câmara de Felgueiras viu com satisfação “algumas das pedidas reivindicadas” serem aprovadas pelo Governo para minimizar o impacto que a Covid-19 está a causar nas empresas e na vida das famílias.

 

Em comunicado, a autarquia refere que o Conselho de Ministros aprovou novas medidas extraordinárias de resposta à situação epidemiológica do novo coronavírus, que vão ao encontro das reivindicações do presidente da Câmara Municipal de Felgueiras.

Numa carta aberta, ao Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, enviada a 12 de março de 2020, Nuno Fonseca alertava para as “consequências económico-financeiras que esta pandemia traria ao concelho e apelava para que as instituições financeiras minimizassem o impacto que este flagelo traria ao concelho”.

Na altura, o presidente da autarquia solicitou a Carlos Costa “a concessão de condições especiais de pagamento das responsabilidades das empresas particulares afetadas pelo impacto da COVID-19, através da aprovação de períodos de carência de capital e juros, de forma a permitir que os compromissos assumidos não entrem em situação de incumprimento”.

“Ontem, as medidas propostas pelo autarca de Felgueiras foram tidas em conta por parte das entidades governamentais, designadamente a prorrogação ou suspensão dos créditos à habitação e de créditos de empresas até 30 de setembro de 2020 a empresas e famílias com quebra de rendimentos devido ao surto de Covid-19”, refere o comunicado da autarquia.

Apesar de “satisfeito, Nuno Fonseca considera que as “novas medidas poderão não ser as
suficientes para que as empresas consigam superar o impacto económico causado por este flagelo”.

Felgueiras é o maior produtor e exportador nacional de calçado, tem centenas de empresas a laborar, as quais empregam mais de 20 mil pessoas.