Deputada do PCP questiona Governo sobre salários em atraso em empresa de Fafe

A deputada do PCP Carla Cruz prometeu hoje, em Fafe, aos trabalhadores da empresa “Valindo”, que estão em greve à porta da fábrica, questionar o Governo sobre a existência de salários em atraso.

Em declarações aos jornalistas, a deputada frisou que o Estado tem especiais responsabilidades na situação, uma vez que, através de um fundo, detém parte do capital da sociedade, no âmbito de programa especial de revitalização.

“Iremos dirigir uma nova pergunta ao Governo e pedir a rápida atuação das autoridades”, adiantou.

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Dezenas de funcionários da empresa estão em greve “por tempo indeterminado”, alegando salários em atraso, disse à Lusa fonte do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes.

O dirigente sindical Francisco Vieira explicou que os trabalhadores não receberam metade do ordenado de novembro e a totalidade do subsídio de Natal.

“Estão à porta da fábrica, ao frio, para exigirem os seus direitos”, frisou, prevendo que as pessoas só cessarão o protesto quando receberem os salários.

O atraso no pagamento das remunerações afeta 178 trabalhadores, incluindo algumas dezenas afetos à rede de lojas da marca “Girândola”, de roupa de criança, detida pela empresa.

O dirigente assinalou que a empresa está a ser gerida, desde novembro, no âmbito de um Processo Extrajudicial de Revitalização e que, nesse âmbito, o Estado tem assento na administração.

A deputada Carla Cruz conversou com alguns trabalhadores, a maioria mulheres, e ouviu relatos de sofrimento de famílias afetadas, numa altura especial como o Natal.

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Disse ter ouvido relatos dramáticos de trabalhadores com mais de 40 anos de casa e até de casais que, face à incerteza e insegurança, estão muito preocupados com o futuro”.

A parlamentar apelou à “resistência e união dos trabalhadores” da Valindo, prometendo “todo o apoio do PCP”.

Aos jornalistas disse ter sido informada pelo Governo da existência de um processo de despedimento coletivo de 50 trabalhadores.

 

APM // JGJ

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