Deputada Elisa Rodrigues alerta para “evidência de falência técnica” da gestão de Nuno Fonseca

Nuno Fonseca admite que "município está num processo difícil”

A deputada municipal Elisa Rodrigues alertou para a “evidência de falência técnica” da câmara gerida por Nuno Fonseca, dando como exemplo os 50% de aumento do passivo, em apenas um ano, com mais oito milhões de euros do que em 2021.

 

“De ano para ano, o município evidencia uma maior tendência de endividamento”, afirmou, lamentando que também as dívidas a fornecedores tenham aumentado 150%, no mesmo período.

“Constatar a realidade e referir publicamente a evidência da falência técnica não chega”, reforçou.

“No nosso município, a situação não nos pode deixar tranquilos. Ao analisarmos os desempenhos do primeiro semestre de 2022, verificamos um aumento de 50% do passivo, com mais oito milhões de euros de dívida face ao mesmo período de 2021”, afirmou a deputada social-democrata na última assembleia municipal, frisando que se trata de “uma tendência recorrente e preocupante que aparece espelhada no rácio de endividamento do município, que aumentou de 9,3 para 13,61, no espaço de um ano”.

 

“Há mais gastos com fornecimentos e serviços externos, a rondar um aumento de 30%”

 

Para Elisa Rodrigues, “igualmente preocupantes são as dívidas a fornecedores”.

“Há mais gastos com fornecimentos e serviços externos, a rondar um aumento de 30%. Se acrescentarmos as despesas com juros, evidencia-se um aumento de cerca de 10%”, reforçou.

A deputada social-democrata observou que, “apesar de as notas de auditoria alertarem para a possibilidade de se vir a piorar a situação económica e financeira, não se vislumbram medidas de contenção e gestão cuidada”.

“Falta a prudência que se exige ao nível da despesa”, enfatizou.

Para a bancada do PSD, “está na altura deste executivo deixar de lado lamentações, as justificações com imprevistos e ser mais transparente com medidas de gestão rigorosa”.

 

Nuno Fonseca admite que “município está num processo difícil”

 

Na resposta, o presidente da câmara admitiu que, “de facto, o município está num processo difícil”.
Como justificação, aludiu ao aumento dos encargos com a energia, que duplicaram, e a revisão dos custos das empreitadas, que representam cerca de um milhão de euros de acréscimo.