Deputado António Faria diz que linha do Vale do Sousa no plano nacional é a concretização do “sonho da região”

A construção representaria um custo de 181 milhões de euros e a aquisição de material circulante poderia obrigar a um custo de 27 milhões de euros

FOTO: Armindo Mendes (Direitos Reservados)

O deputado do PS, António Faria, natural e Felgueiras, considera que a inclusão da Linha do Vale do Sousa no Plano Ferroviário Nacional (PFN), apresentado na quinta-feira, é a “concretização de um sonho” para aquele território.

 

 

“É a concretização de um sonho dos autarcas desta região, para que ela possa, no futuro, desenvolver-se mais rapidamente, colocando-se no lugar que merece, porque é uma das regiões do país que mais contribui com impostos para o poder central”, afirmou o parlamentar, em declarações à agência Lusa.
A Linha do Vale do Sousa, de acordo com PFN apresentado pelo Governo, será destinada ao transporte de passageiros e incluirá o Sistema Metropolitano Norte do Litoral, ligando a Linha do Douro, em Valongo, a Felgueiras, passando por territórios de Paredes, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras, uma das regiões mais industrializadas do país.
Para o deputado, “esta linha vai poder desenvolver a região e aproximá-la das grandes cidades portuguesas e também da Europa”.
António Faria admitiu tratar-se de um investimento de “muitos milhões”, que não deverá ser realizado nos próximos anos, mas lembrou que o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, atribui grande importância à expansão da ferrovia.
“Temos de aproveitar a disponibilidade deste ministro e deste Governo para tentarmos puxar esse investimento para a região”, disse.
Questionado sobre o investimento previsto, disse tratar-se de uma obra de “muitos milhões de euros, mas, frisou, “seguramente menos do que Felgueiras foi contribuindo ao logo dos anos para o poder central”.

 

Infraestrutura gerará resultados positivos de quatro milhões de euros por ano

Numa visita a Felgueiras, na anterior legislatura, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno santos, considerou, em declarações à Lusa, que a linha ferroviária do Vale do Sousa, reclamada por vários municípios do interior do distrito do Porto, possui “massa crítica e movimentos” para garantir a sua sustentabilidade.
“Para mim, é evidente que, num conjunto muito diverso de linhas férreas que vão ser propostas por todas as regiões do país, este eixo de Felgueiras até Valongo tem massa crítica e movimentos que podem dar sustentabilidade a uma linha de caminho de ferro nesta região”, declarou.
De acordo com um estudo da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, a linha terá 38 quilómetros de extensão e estações em Gandra e Lordelo, no concelho de Paredes, Paços de Ferreira, Freamunde, Lousada e Felgueiras.
Prevê-se nesse estudo que a infraestrutura gerará resultados positivos de quatro milhões de euros por ano, transportando cerca de sete milhões de passageiros anualmente.
A construção representaria um custo de 181 milhões de euros e a aquisição de material circulante poderia obrigar a um custo de 27 milhões de euros.

Armindo Mendes, da Agência Lusa