Dissertação nos 15 anos do Expresso de Felgueiras

Quando, no início de 2006, eu e o Armindo Mendes pensamos o Expresso de Felgueiras era enorme o entusiasmo, grande a expectativa, forte a determinação e muita a paixão por uma área onde ambos crescemos, aprendemos e definimos, muito claramente, o que achávamos ser a caracterização de um projecto jornalístico local. Se ainda se lembram, definimos a nossa identidade em duas simples palavras: independência e credibilidade.

 

Demos corpo a um projeto que se solidificou nestes 15 anos e, pela sua dinâmica e coerência, alcançou o reconhecimento e a consideração de muitos leitores.

Olhando para os meses, semanas, dias que antecederam a publicação do primeiro número do Expresso de Felgueiras, permanece uma sensação de realização extraordinária. Um entusiasmo imenso que nos guindou para a concretização de algo que fica para sempre como marca indelével.

O Expresso de Felgueiras surgiu capaz de ser um jornal plural e hoje é referência na imprensa local, com implementação, intervenção, abrangência e consistência de um projeto jornalístico bem definido e congregador na valorização do território e dos agentes que contribuem para o seu desenvolvimento e afirmação.

Esta é sempre uma excelente oportunidade para sublinhar a importância que os jornais locais têm como meio de comunicação privilegiado com as populações da nossa terra e o contributo que dão na afirmação do que se faz no quotidiano, potenciando a iniciativa local.

De facto, o papel do jornalismo local é muito importante na expressão e valorização do território e das suas gentes, contribuindo, pela proximidade, para uma maior difusão do que acontece na sua indispensável ação informativa.

Este tempo de pandemia, que se prolonga, está envolto de incerteza, mas é indispensável resguardar direitos fundamentais, salvaguardar as pessoas e toda a expressão cívica da sociedade na abrangência de todos os seus princípios: social, associativo, desportivo, cultural, empresarial, religioso, político, lúdico.

O papel da comunicação social é essencial, o seu contributo indispensável para garantia da pluralidade, que nos define enquanto comunidade que se completa na diversidade das capacidades, iniciativas, intervenção cívica, solidária, humana, em prol de um futuro melhor e equitativo para todos.

Desde a primeira hora que o Expresso de Felgueiras assumiu o compromisso de defender a integridade de um território, que constitui a nossa maior identidade. Um jornal de proximidade, que acompanha o quotidiano, regista o acontecimento, agrega iniciativa, mostra como e o que se faz, consubstancia vontade de afirmar esta tão nobre terra na inesgotável resiliência de quem se refaz para lá de todas as contrariedades e contingências impostas pelas agruras desta universal pandemia.

Não posso deixar de enaltecer o que nestes 15 anos, pela mão e direção do Armindo Mendes, se foi construindo na comunicação social local com o rasgar de horizontes num novo paradigma de desafios no contexto informativo, consubstanciado em títulos muito bem estruturados e que vão assumindo um natural protagonismo na região.

Destaco, por hoje também se assinalarem 7 anos do seu lançamento, o portal tamegasousa.pt por ousar e constituir um importante meio de ligação, nem sempre fácil, desta região.

Termino com uma citação de Felisbela Lopes, que carateriza bem a essência deste projeto que um dia ousamos empreender, arriscando o melhor do que tínhamos e sabíamos com uma entrega incomensurável: “O jornalismo livre, independente e de qualidade sempre foi vital para a criação de um espaço público dinâmico e para uma cidadania de alta intensidade”.