EDITORIAL: Obras de saneamento que se saúdam, mas atenção aos buracos!

Impõe-se, por isso, à autarquia que esteja mais atenta e que trate de obrigar os empreiteiros a fazerem o trabalho como deve ser, nomeadamente taparem os buracos de forma eficaz, à medida que vão realizando as obras, mas minimizar o seu impacto

A Câmara de Felgueiras anunciou novos investimentos na área do saneamento básico, decisão que deve ser aplaudida, porque estão em causa infraestruturas fundamentais para a qualidade de vida da população.

 

A taxas de cobertura de saneamento básico no concelho ainda são das mais baixas da região, não sendo aceitável que zonas densamente povoadas estejam ainda sem aquele serviço.

Reconheça-se, contudo, que esse indicador tão negativo e penalizador para as famílias e empresas não é da responsabilidade política do atual executivo, que deve ser imputada aos que – Fátima Felgueiras e Inácio Ribeiro – anteriormente geriram o município e que não afetaram, em devido tempo, a esse domínio, a atenção e o investimento que se impunham.

E por isso foram castigados, nas urnas!

A atual equipa, pelo contrário, tem-se destacado, nos últimos anos, pelo avultado investimento naquelas infraestruturas, ímpar na história de Felgueiras, o que se saúda.

Porém, no trabalho que se observa em vários pontos do concelho, na infraestruturação das redes de saneamento e abastecimento de água, nem tudo tem corrido bem, como se sabe.

Há atrasos face à programação inicial.

Mas, mais grave, é o estado deplorável em que se encontram várias estradas e caminhos, um autêntico pesadelo para quem por lá tem de passar.

 

Minimizar os impactos

É certo que esta obras incomodam, mas é um mal necessário.

Contudo, quem executa os trabalhos deve pugnar por minimizar os impactos e isso nem sempre tem acontecido.

Basta olhar para os buracos enormes nos pavimentos das estradas que, depois de esventradas para colocação das tubagens, são posteriormente “tapados” com terra ou com alcatrão, materiais que rapidamente se degradam, sobretudo quando chove com maior intensidade, fazendo perigar quem circula diariamente nas vias e danificando as viaturas.

Impõe-se, por isso, à autarquia que esteja mais atenta e que trate de obrigar os empreiteiros a fazerem o trabalho como deve ser, nomeadamente taparem os buracos de forma eficaz, à medida que vão realizando as obras, mas minimizar o seu impacto.

Por fim, aguarda-se que, concluídos os trabalhos em execução e os ora anunciados, se proceda, ao invés de remendos, à pavimentação integral das vias, com tapete betuminoso de boa qualidade, sobretudo nas estradas nacionais, como aliás tem acontecido no concelho vizinho de Lousada, só para exemplificar.