Emergência Climática

Nos últimos dias assistimos a enumeras manifestações de jovens em diversos pontos do mundo, e Portugal não foi exceção. Estas iniciativas pretendem alertar a sociedade, nomeadamente os decisores estratégicos, para a urgência de ações que travem as alterações climáticas. Ao longo dos últimos anos temos assistido ao seu efeito nefasto, e concomitantemente crescente, podendo em última instância colocar em causa a continuidade da espécie humana. 

As implicações das alterações climáticas já são reportadas há algum tempo, porém a fraqueza das ações, ou muitas vezes a inexistência completa delas, justificam a degradação contínua da qualidade ambiental que temos assistido.

Estou seguro que todos desejamos que os países, independentemente da sua génese, crença, ou geografia, tomem as medidas imperativas para mitigar o impacto que as sociedades induzem no meio ambiente. A título de exemplo, refira-se que o resultados das recentes eleições do Brasil podem significar uma nova esperança para a sustentabilidade da floresta amazónica. Não obstante este facto, a necessidade de ações não se esgota na proteção das florestas, devendo atribuir-se uma especial atenção a cuidar do maior pulmão da terra, os oceanos. Realça-se que os oceanos, nomeadamente o fitoplâncton, é responsável pela produção de 50% a 85% do oxigénio presente na atmosfera anualmente.

Para além das decisões e compromissos dos diferentes países é importante o comprometimento de todos nós para reduzirmos a pegada ecológica da nossa sociedade. E são muitos os gestos/atitudes que podemos adotar nesse sentido, basta para isso ponderarmos as nossas escolhas. Podemos repensar, por exemplo, as nossa escolhas alimentares, reduzir as compras de bens ao necessário e optar por formas de mobilidade mais sustentáveis. Mudemos comportamentos, não apenas por nós, mas pelo bem global!