Escola Superior de Tecnologia e Gestão altera designação mas afirma-se do Tâmega e Sousa

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras (ESTGF), agora, designada de Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) assinalou, quinta-feira, o seu 17.º aniversário, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI), José Carlos Caldeira.

A presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Dorabela Gamboa, afirmou que apesar desta alteração a instituição a que preside afirma-se da Região do Tâmega e Sousa, sendo uma escola de referência a nível nacional e internacional.

Falando da alteração de designação afirmou: “Esta não é uma questão meramente de escrita. Estamos em Felgueiras, somos do Tâmega Sousa”, disse, salientando que a escola é, hoje, uma referência do Vale do Sousa e do Baixo Tâmega, com prestígio reconhecido a nível nacional e com a missão de ser um elemento fundamental e catalisador do desenvolvimento do tecido empresarial do território.

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Autarcas da região marcaram presença no aniversário da ESTG

Dorabela Gamboa destacou que a ESTG, apesar das restrições orçamentais, tem conseguido, ao longo dos últimos anos, manter um ensino de qualidade, fomentar a investigação e reforçar a ligação à comunidade.

Na vertente do ensino, a responsável pela escola destacou que a instituição tem sete licenciaturas, sete mestrados e sete cursos técnicos superiores profissionais.

Nesta vertente, Dorabela Gamboa afirmou que a escola apresentou, este ano letivo, os melhores resultados de sempre, com uma taxa de colocação de 92,1%, logo na primeira fase.

A presidente da ESTG ressalvou que os cursos de ciências empresariais, solicitadoria e engenharia informática, os três pilares da oferta formativa da instituição tiveram o maior número de candidatos, cinco a dez vezes mais candidatos que o número de vagas.

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Falando dos cursos que existem na escola, a responsável realçou que o curso de solicitadoria  teve, pelo segundo ano consecutivo, a média mais alta a nível nacional.

Na sua intervenção, Dorabela Gamboa enfatizou a aposta que a instituição fez nos últimos anos ao nível dos recursos humanos, dispondo de um corpo docente “de qualidade” que busca todos os dias a “excelência”. A este propósito, precisou que mais de 50 dos docentes que lecionam na instituição são doutorados.

“Destaco o esforço dos docentes e formadores dos cursos técnicos superiores profissionais que realizam as tarefas extras sem redução da componente letiva”, adiantou.

A presidente da instituição referiu, também, que 2017 será um ano de desafios importantes, nomeadamente com a questão das regras de acesso ao ensino e a reestruturação do sistema cientifico e tecnológico.

A este propósito, Dorabela Gamboa sublinhou que é fundamental que seja concedido aos politécnicos a possibilidade de ministrarem doutoramentos.

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Presidente do Politécnico do Porto

Esta posição foi, também, defendida pela presidente do Politécnico do Porto, Rosário Gambôa, que reivindicou a possibilidade de os politécnicos ministrarem doutoramentos, de carácter profissional nas empresas.

“As instituições têm de ser respeitadas pelo seu valor. Não queremos ser excluídos por sermos politécnicos”, avançou, elogiando, por outro lado, a ESTG pela estratégia que tem adotado, pela sua qualificação, pelo seu corpo docente e pela capacidade demonstrada ao nível da investigação.

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Presidente do Conselho de Administração da ANI, José Caldeira.

O presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI), José Carlos Caldeira, na sua intervenção, assumiu a necessidade de se proceder a um reforço na investigação para apoiar as empresas numa economia em transformação. Realçou, também, a necessidade de apostar na formação, com mais doutorados que possam com as universidades, os centros de investigação e as empresas tornar os produtos mais competitivos.

José Carlos Caldeira defendeu, também, uma mobilização do investimento privado em inovação e desenvolvimento, uma maior capacitação das organizações, o acesso ao conhecimento e  um maior financiamento na cadeia de valor dos serviços e produtos assim como a internacionalização dos sistemas de inovação, como prioridades da ANI.