Escolas públicas de Felgueiras destacam início de ano letivo “normal e sem entraves”

Os diretores de várias escolas públicas do concelho disseram ao Expresso de Felgueiras que esperam um início de ano letivo normal e que a questão de colocação de docentes estará praticamente resolvida, no arranque das aulas.

 

Na Escola Secundária de Felgueiras, o arranque do ano letivo decorre com tranquilidade, indica a diretora Anabela Barbosa Leal.

Dos 120 professores que o estabelecimento necessita, há três por colocar, uma situação que a diretora espera estar resolvida na sexta-feira, dia do arranque oficial das aulas.

Se assim acontecer, acredito que será a primeira vez que arrancamos as aulas com todos os professores colocados”, explica, acrescentando que o Norte do país está numa situação mais confortável na questão da colocação de docentes.

A diretora adiantou estar otimista sobre o decorrer do novo ano letivo, frisando que irá ser “mais sereno” e de retoma da normalidade, depois de três anos de pandemia.

Questionada sobre o processo recuperação na aprendizagem, Anabela Barbosa Leal salientou que o plano do Governo prevê a sua implementação até 2023 e salienta haver outras questões, para além da aprendizagem que, por vezes, não são tão valorizadas.

A questão da sociabilizarão e competências sociais que ficaram perdidas no isolamento são dois exemplos. Há muitos recursos que foram disponibilizados [na altura] e que agora foram renovados para o novo ano letivo. Portanto, este ainda será um ano de recuperação dos efeitos da pandemia, quer nas aprendizagens, quer nas competências sociais dos alunos”, conclui.

Agrupamento de escolas da Lixa – arranque de ano normal

O adjunto do diretor do Agrupamento de Escolas da Lixa, Carlos Silva, indicou que o arranque do ano letivo decorre “normalmente”.

Em declarações ao Expresso de Felgueiras, o responsável adiantou que tem praticamente todos os professores colocados, salvo “uma ou outra exceção”.

Há um ou outro caso, nomeadamente com o primeiro ciclo, mas que espero ter colocado já na sexta-feira, no arranque das aulas”, adiantou.

O agrupamento engloba a Escola Secundária da Lixa, o Jardim de Infância da Lixa e as escolas básicas de Vila Cova da Lixa, Dr. Leonardo Coimbra, Caramos, Macieira da Lixa, Pinheiro e Santão.

O responsável adiantou, ainda, que em alguns edifícios ainda decorrerem intervenções de reabilitação, assegurando, contudo, que o processo não irá afetar o normal decorrer das aulas.

Questionado sobre a recuperação de aprendizagens que o ensino à distância e fecho das escolas nos períodos de confinamento provocaram em alguns alunos, Carlos Silva disse que muito desse trabalho já foi feito no período do pós-pandemia.

Como as atividades online decorreram normalmente, procurou-se aqui intensificar esse trabalho no regresso à escola, mas continuaremos apoiar todos aqueles que precisarem”, concluiu.

EBB23 D. Manuel Faria e Sousa – arranque de ano sem dificuldades nem entraves

O diretor da EB 23 D. Manuel de Faria e Sousa disse ao Expresso de Felgueiras que espera um arranque de ano letivo “normal”, acrescentado que todos os professores estão colocados.

Não há dificuldades, nem entraves ao arranque do ano letivo na escola que qualifico como um início de ano normal”, indicou António Carvalho de Sousa.

A escola, com cerca de 1.400 alunos inscritos, terá no novo ano letivo um aumento de turmas, em particular nos turnos da tarde, anotou.

O diretor recordou, também, que a escola estava preparada para enfrentar os entraves à aprendizagem colocados pela pandemia da covid-19 e que o plano de ação então implementado “surtiu efeito”.

Por mais contestado que tenha sido, surtiu algum efeito e isso viu-se nos resultados, nomeadamente nos testes intermédios. Não aderimos ao plano de resiliência na aprendizagem [do Governo], porque não precisamos”, acrescentou.

O diretor aproveitou a ocasião para defender uma reforma no sistema de aposentações da carreira de docente, alertando que o quadro se apresenta “envelhecido e cansado”.

A partir de uma certa idade, os professores têm dificuldades em manter as competências que lhes são própria para a transmissão de conhecimento e mesmo nas relações com os alunos. O Estado ficava a ganhar se aposentasse os professores mais cedo”, concluiu.