Antiga empresa de Nuno Fonseca constituída arguida

Foi a estas empresas, detidas por familiares de autarcas e o próprio Nuno Fonseca, que a Câmara de Felgueiras adjudicou por ajustes diretos vários serviços de refeições

A sociedade Porta C, da qual, à data dos factos, foi sócio Nuno Fonseca, atual presidente da Câmara de Felgueiras, foi constituída arguida no âmbito do processo judicial que investiga alegados crimes de prevaricação envolvendo a autarquia, que reportam ao anterior mandato.

 

Aquela empresa foi criada em março de 2018, quando Nuno Fonseca já era presidente da Câmara, apurou o Expresso de Felgueiras.

Segundo fonte judicial, a empresa Luís Eduardo Carvalho da Costa, Unipessoal Lda. também é arguida no processo.
Foi a estas empresas, detidas por familiares de autarcas e o próprio Nuno Fonseca, que a Câmara de Felgueiras adjudicou por ajustes diretos vários serviços de refeições.
Esses procedimentos autárquicos foram despachados pelo presidente da câmara ou pelo vice-presidente Fernando Fernandes, ambos arguidos, por alegados crimes de prevaricação cometidos no exercício de funções públicas, de acordo com a Procuradoria da República da Comarca do Porto Este.

Refeições destinavam-se a membros do executivo municipal

O vereador Joel Costa, irmão de Luís Costa, também está implicado no processo, assim como a companheira de Nuno Fonseca, Carla Dalila Lopes Duarte, por ser gerente, à data dos factos, da sociedade Porta C, que nos anos subsequentes, nomeadamente a partir de 2020, sofreu várias alterações à sua estrutura social e designação comercial, implicando a saída de Nuno Fonseca, da sua companheira e de Sérgio Fonseca como detentores de capital social, apurou o Expresso de Felgueiras, atualmente detido por Luís Antunes.
Entretanto, António Pedro Faria, deputado do PS na Assembleia da República e ex-chefe de gabinete de Nuno Fonseca, também está implicado no processo judicial.

O Ministério Público já designou data para a sua constituição de arguido e ser ouvido, segundo fonte judicial.