Felgueirense condenado a 25 anos por matar ex-companheira e namorado em Amarante

FOTO: Armindo Mendes

O Tribunal de Penafiel condenou hoje a 25 anos de prisão o homem de Felgueiras acusado de matar a ex-companheira e o seu namorado, em maio de 2019, no concelho de Amarante.

 

O coletivo considerou terem ficado provados dois crimes de homicídio qualificado agravado, dois de coação agravada e um de posse ilegal de arma, praticados no dia 28 de maio.

A pena de 25 anos, o máximo previsto no quadro legal português) resulta do cúmulo jurídico das várias condenações, que somavam quase 50 anos.

O arguido, de 48 anos de idade, que se encontra em prisão preventiva, foi também condenado a pagar, a título de indemnização cível, dezenas de milhares de euros aos familiares das duas vítimas mortais, incluindo vários filhos menores.

O tribunal considerou que o arguido tinha intenção de matar as vítimas quando disparou dois tiros de caçadeira, junto a uma pastelaria de S. Gens, Amarante.

O primeiro disparo atingiu a nuca de Joaquim Vaz, namorado da ex-companheira do arguido, quando a vítima se encontrava no interior de um automóvel.

O segundo tiro atingiu as costas de Sónia Leite, a ex-companheira do arguido, quando, já fora da viatura, tentava fugir.

Os dois crimes de coação agravada resultam da circunstância de, segundo o coletivo, o arguido ter ameaçado duas pessoas que tentavam socorrer Sónia Leite, após o segundo disparo.

O motivo do crime, segundo o tribunal, foi o facto de Sónia Leite, algumas semanas antes do homicídio, ter terminado a relação que mantivera com o arguido ao longo de oito anos, da qual resultou um filho menor de ambos, à data dos factos com três anos.

Um segundo arguido neste processo, também de Felgueiras, com antecedentes criminais pelos quais já cumpriu pena de prisão, foi condenado pelo crime de favorecimento pessoal, à pena de oito meses de prisão, suspensa por igual período, por ter adotado comportamentos que dificultavam a detenção do principal arguido, realizada na noite de 4 para 5 de junho, por agentes da Polícia Judiciária.

Armindo Mendes/LUSA