Gastronomia da Agrival serviu 30.000 refeições e faturou 400.000 euros

A Mostra Nacional de Gastronomia realizada na 37ª. Agrival, certame que terminou no domingo, em Penafiel, serviu mais de 30.000 refeições e terá faturado cerca de 400.000 euros, estimou hoje a organização.

“Todos os dias foram servidas imensas refeições. Esta mostra foi, novamente, um enorme sucesso”, comentou o vereador Adolfo Amílcar, em declarações à Lusa.

A mostra de gastronomia da Agrival (Feira Agrícola do Vale do Sousa), montada numa tenda gigante junto ao pavilhão principal e reunindo restaurantes de várias regiões, tinha capacidade para cerca de 800 lugares sentados, o que significou que o recinto encheu várias vezes ao dia.

Apesar do êxito, para o próximo ano já estão pensadas mudanças para a mostra de gastronomia, incluindo a montagem de uma tenda diferente, mais alta do que a habitual e semelhante à que este ano foi estreada na zona dos bares e que foi tão elogiada pelos visitantes.

O autarca sublinha a importância da mostra de gastronomia como fator de atração de público à Agrival. Segundo Adolfo Amílcar, os concertos musicais, a gastronomia e a zona dos bares, frequentada todas as noites por milhares de jovens, são as atividades que captam mais entradas.

A média diária de ingressos da Agrival foi de cerca de 15.000, mas houve dias em que estiveram no certame mais de 25.000. Questionado sobre se foi batido novo recorde, Adolfo Amílcar diz não ser fácil, por questões de conforto e de segurança dos visitantes, ir muito além das cerca de 140.000 pessoas que têm visitado o certame, devido às limitações da área disponível (25.000 metros quadrados).

Apesar disso, a matriz a Agrival vai manter-se, porque, explicou, os expositores exigem público à organização, porque só assim fazem negócios. Além disso, os bilhetes de entrada também ajudam para a sustentabilidade da Agrival.

A 37ª. edição custou cerca de 500.000 euros, mas as despesas são inferiores às receitas, o que já acontece desde 2007, frisou o autarca. Além dos bilhetes, as principais receitas derivam do aluguer dos espaços e dos patrocinadores, sem os quais, sinalizou, a Agrival não seria sustentável.

Terminada mais uma edição, os primeiros três dias são ainda de muito trabalho, com a desmontagem da feira.

“São dias de muito trabalho, mas também de tristeza para nós. É um vazio enorme depois de 10 dias tão intensos”, comentou.

À Lusa, recordou, por outro lado, que a preparação de um evento como a Agrival é “muito pesada e complexa”, sobretudo nas quatro semanas que antecedem a feira.

Durante o evento, dezenas de colaboradores da organização trabalharam na logística para que tudo corresse bem. Só na limpeza do espaço, incluindo as instalações sanitárias, eram 12 pessoas e, de madrugada, uma equipa de 30 profissionais limpava a zona dos bares, de onde eram retiradas, diariamente, algumas toneladas de resíduos, integralmente encaminhados para reciclagem.

 

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