Já são 15 anos nesta “vida”

O EXPRESSO DE FELGUEIRAS está de parabéns! Já são 15 anos a informar os felgueirenses e toda a região do Vale do Sousa. São também 15 bons anos de partilhas de opinião, primeiro em suporte de papel depois no online que, neste projeto nascido pelos meus amigos Armindo Mendes e Miguel Carvalho, vou publicando com alguma regularidade (menos do que devia, eu sei, Armindo). Foram altos e baixos que partilhamos desde os primeiros momentos e seria bom voltar a ver o jornal em papel e com periodicidade.

 

Nestes tempos de pré-campanha, em que se começam a chamar os “soldados” esquecidos durante quatro anos é tempo de cerrar fileiras e começar a envolver e proteger os candidatos, ou por outra, o candidato. Neste momento, apenas o PSD validou o seu candidato, Vitor Vasconcelos. Tal como eu tinha referido na última crónica “Vitor Vasconcelos pode-se ver confrontado com a necessidade de, como líder da comissão política, avançar”. Tal veio a acontecer, não porque o desejasse no seu íntimo, como afirmou logo na primeira entrevista que deu após ganhar as eleições para a comissão política – “dificilmente me revejo numa candidatura à câmara municipal de Felgueiras”, mas porque num cenário muito difícil, admitido pelo próprio na mesma entrevista como sendo um objetivo “asseverar a dignidade de uma candidatura às Autárquicas de 2021”, partindo logo com pouca fé na vitória querendo apenas segurar resultados.

O candidato está, assim, deveras condicionado. E está-o porque terá que garantir que leva uma equipa de candidatos a vereadores com capacidade para fazer um bom mandato na oposição, para que daí saia o candidato nas próximas eleições. Sim, porque ao contrário de outros candidatos que insistem várias vezes, esta é oportunidade única para Vitor Vasconcelos. A nova geração do PSD Felgueiras não lhe dará segunda chance a não ser que o panorama político esteja, como está, desequilibrado. Acresce, como já referi, o que fazer com os atuais vereadores. Acho que estes devem esperar pelo convite, mas recusar se este vier. E apenas por um motivo. Alegadamente, segundo alguns elementos do PSD, não terão espaço daqui a quatro anos e seria trabalhar ingloriamente. De certeza, os mais atentos ficarão à espera do pós-eleições.

Atendendo à nova lei da Paridade, teremos duas mulheres nos cinco primeiros lugares, e dos nomes que se vão falando no burgo, Susana Faria e Elisa Rodrigues são de considerar que, em conjunto com Vitor Vasconcelos, Rui Oliveira e um elemento da Lixa fecham os 5 primeiros lugares.

Mas quem é o político Vitor Vasconcelos? Sempre o disse e não mudei de opinião; é um presidente de junta pró-ativo, inovador, energético, mas também de impulsos, e nem sempre no melhor sentido. Sempre foi conhecido pelas “birras” que fazia e os afastamentos das comissões políticas, com namoros à parte contrária e como era o melhor “marcador” sempre se lhe foi fazendo as vontades e perdoando traições ao partido, aos colegas de junta, a jogos duplos – é facto conhecido o envolvimento profundo com o “Sim, Acredita!” nas últimas eleições, e que alegadamente terá sido o próprio o autor no nome do movimento. Era para ver e ouvir, como eu vi e ouvi, as primeiras intervenções na A.M., autênticas loas ao presidente Nuno Fonseca. São conhecidas incompatibilidades com presidentes de junta (outra dificuldade) a quem terá que pedir lealdade quando contribuiu para uma certa divisão dos presidentes. Conseguiu, até agora, aquilo que demonstrava querer; construir um futuro, calculado para os três mandatos, assumir a liderança do PSD, e já só falta chegar a presidente de câmara. Vamos ver se consegue.