LEGISLATIVAS: PS com mais candidatos a deputados elegíveis do que a AD no Tâmega e Sousa

O Partido Socialista integra em lugares elegíveis, nas legislativas de 10 de março, alguns candidatos oriundos dos concelhos do Tâmega e Sousa, começando pelo cabeça de lista, o amarantino Francisco Assis.

 

Francisco Assis

Além do ex-líder parlamentar socialista, outras figuras políticas da região foram incluídas na lista do PS pelo distrito do Porto, destacando-se José Carlos Barbosa, de Paredes, em 11.º, e Paulo Araújo Correia, de Penafiel, em 15.º. Seguem-se Hugo Carvalho, de Amarante, no 18.º, e António Faria, de Felgueiras, no 19.º.

Quem caiu bastante face a 2022 foi a lousadense e antiga vereadora Cristina Mendes Silva, que tinha sido eleita a partir do nono lugar e que agora é candidata no 20.º lugar. Ao invés, José Carlos Barbosa sobe do 19.º lugar em 2022 para um “confortável” 11.º em 2024.

Também da região, mas como cabeça de lista por Braga, avançará o baionense José Luís Carneiro, que foi o rival de Pedro Nuno Santos na recente luta pela liderança nacional.

Com estas posições na lista do Porto, vários nomes do Tâmega e Sousa reúnem condições aritméticas para uma eventual eleição, sobretudo se o Partido Socialista obtiver uma votação no distrito próxima dos 35 por cento, o que garantiria, à partida, a eleição direta de 16 a 17 deputados.

Paulo Araújo Correia

Neste caso, José Carlos Barbosa e Paulo Araújo Correia teriam eleição assegurada.

Em 2011, quando os socialistas perderam as eleições e obtiveram 32%, no Porto garantiram 14 deputados.

Em 2017, quando o PS ganhou no distrito, com 36,65%, elegeu 17 deputados.

Em 2022, o PS atingiu 42,5% e garantiu 19 deputados no Porto. Nessas eleições, por exemplo, António Faria foi no 22.º lugar, mas acabou por ser chamado a assumir um lugar no parlamento.

Se o PS chegasse aos 35% nas próximas legislativas e se esse resultado garantisse ao partido formar governo, então Hugo Carvalho (18.º) e António Faria (19.º) assumiriam quase por certo um lugar no parlamento, dando como adquirido que alguns dos nomes à sua frente na lista de candidatos possam desempenhar funções no governo, deixando vagas algumas “cadeiras”.

 

AD apenas com um candidato em lugar elegível no Tâmega e Sousa

 

A lista socialista no distrito do Porto é assim mais favorável ao Tâmega e Sousa do que a dos rivais da Aliança Democrática, onde apenas um candidato surge como potencialmente elegível – o líder da concelhia do PSD/Marco de Canaveses, Francisco Sousa Vieira, ocupando o 14.º lugar.

Médico de profissão e vereador da oposição no executivo municipal, Francisco Sousa Vieira também tem assento na comissão política distrital do Porto.

Nos demais lugares da lista do PSD constam outros nomes da região, mas em posições recuadas, que dificilmente darão direito a sentar-se no parlamento.

Ana Isabel Moreira, de Penafiel, em 19.º, Leonel Vieira, de Lousada, em 20.º, Pedro Melo Lopes (atual deputado), de Felgueiras, em 21.º, António Cunha, de Penafiel (atual deputado), António Gaspar, de Penafiel, em 23.º, são os nomes seguintes que poderão ter possibilidades de eleição se a coligação conseguisse uma votação expressiva e formasse governo, como ocorreu em 2011, com o PSD.

Célia Carneiro, de Paços de Ferreira, em 28.º, Ana Raquel Azevedo, de Baião, em 30.º, Pedro Simão, de Amarante, em 32.º e Rui Barbosa, de Paços de Ferreira, em 35.º são os demais nomes.

Nas últimas legislativas, em 2022, o PSD foi a segunda força mais votada, elegendo 14 deputados no distrito do Porto, resultado que o partido espera reforçar nas legislativas de 10 de março, aumentando o seu número de deputados.

Em 2011, última vitória do PSD em legislativas até ao momento, o partido elegeu 17 deputados.