Lousada quer fazer obras em casas do Estado para acelerar entrega às famílias

A Câmara de Lousada propõe-se fazer obras nas casas vazias do Bairro Dr. Abílio Alves, do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), para agilizar entrega a famílias carenciadas, mediante protocolo com aquele organismo, disse o vereador Nelson Oliveira.

 

Em declarações à Lusa, o autarca explicou hoje que, do lado do município, haverá condições para, depois de autorização do IHRU, se intervir rapidamente no interior de pelo menos quatro apartamentos, cujas condições atuais de conservação não obrigam a obras significativas.

Nelson Oliveira estima não ser necessário investir mais do que cerca de cinco mil euros em cada um desses apartamentos, criando condições para os disponibilizar rapidamente a agregados familiares, em situação mais urgente, no atual contexto de pandemia de codiv-19.

Observou, porém, que a câmara só poderá avançar se for autorizada pelo IHRU, entidade proprietária dos fogos. Aquelas casas, anotou, são do tipo T3, reunindo assim condições para corresponder a algumas situações familiares de maior carência identificadas pelo município.

Além desses quatro apartamentos, há outros 10 naquele bairro que carecem de intervenções mais profundas, que o município também está disposto a fazer, no contexto de um protocolo, cabendo à tutela suportar os encargos e ao município executar as obras.

 

VEREADOR E TÉCNICOS MUNICIPAIS VISITARAM HOJE AS CASAS

O vereador referiu que hoje visitou as habitações, acompanhado de técnicos municipais, para se fazer o levantamento das necessidades e apresentar um orçamento ao IHRU.

Nelson Oliveira recordou à Lusa que, desde o final do ano passado, a câmara reclamava da tutela a disponibilização das casas que estavam vazias naquele complexo habitacional, o que se tornou agora possível depois de o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, ter ajudado a desbloquear o processo.

 

14 CASAS DISPONÍVEIS

Inicialmente, apontava-se para a existência de sete a oito casas vazias, mas após a disponibilização das chaves pelo IHRU para a visita constatou-se haver 14 casas nessas situações, referiu o autarca, o que vai permitir, “felizmente”, corresponder a mais pedidos de habitação social, após as obras.

O IHRU também já aprovou a Estratégia Local de Habitação proposta pela câmara, a qual poderá criar condições para, entre outras medidas, realizar obras exteriores naquele complexo habitacional, cuja urgência tem sido sinalizada pelo município, como disse à Lusa o vereador.