Ministro diz que Linha do Vale do Sousa é um projeto que “faz sentido” e uma “necessidade” para a região

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, considera que a linha ferroviária do Vale do Sousa, reclamada por vários municípios da região, nomeadamente Felgueiras, “faz sentido”, porque é “uma necessidade” de uma região com “muito dinamismo industrial”.

 

“É um projeto que, para nós, faz sentido. Estamos a falar de vários municípios com muita população, muito dinamismo industrial e circulação muito grande de trabalhadores”, afirmou o ministro.

Falando em Baião, na sexta-feira, quando visitava a ponte da Ermida, e respondendo a uma questão do Tâmegasousa.pt. sobre a Linha do Vale do Sousa, Pedro Nuno Santos respondeu que se trata de uma infraestrutura ferroviária que poderá “dar um contributo muito grande às populações que vão de Valongo até Felgueiras”.

E prosseguiu o ministro: “Já conhecemos os estudos que nos foram apresentados pelos municípios. O desafio é o mesmo de muitas outras situações, que é encontrar a disponibilidade financeira para fazer esses investimentos. Ao momento em que estamos a conversar, não temos ainda essa verba garantida”.

Pedro Nuno Santos sublinhou que a o projeto da linha está sinalizado e é “uma necessidade” que o Governo conhece.

“Achamos que faz sentido, mas precisamos ainda do financiamento”, concluiu.

 

 

Projeto consta do Programa Nacional de Investimentos 2030

Em julho, a Câmara de Paços de Ferreira informou que a Infraestruturas de Portugal (IP) vai realizar um estudo prévio sobre a construção da linha ferroviária do Vale do Sousa.

Fonte do município disse à Lusa que um protocolo entre as partes (municípios e IP) para a realização do estudo seria celebrado após o verão.

A linha ferroviária do Vale do Sousa, reclamada pelos cinco municípios, está incluída no Programa Nacional de Investimentos 2030.

Um estudo da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa concluiu que uma ligação ferroviária entre o Porto e Felgueiras, reclamada pelo território, gerará resultados positivos de quatro milhões de euros por ano.

Estima-se que a infraestrutura seria integrada no serviço suburbano do Porto da CP, que ganharia cerca de sete milhões de passageiros por ano, apontando-se a duas ligações por cada hora de ponta a partir de Felgueiras e uma a partir do Porto.

A construção de uma nova via-férrea entre a Linha do Douro, em Valongo, e Felgueiras (38 quilómetros), passando por território de Paredes, Paços de Ferreira e Lousada, designada como “Linha do Vale do Sousa”, representaria um custo de 181 milhões de euros.

A aquisição de material circulante poderia obrigar a um custo de 27 milhões de euros.