Moçambique quer atrair parcerias com empresas do Tâmega e Sousa (C/ÁUDIO)

"Estou cá para vermos como é que podemos, cada vez mais, ter essa presença empresarial, combinada com a nacional, para o esforço de crescimento da nossa economia", afirmou Claire Mateus Zimba, em declarações à Lusa, em Felgueiras

FOTO: Sandra Teixeira

O diretor-geral do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas de Moçambique (IPEME) disse hoje, em Felgueiras, que o seu país está empenhado na atração de empresas portuguesas para parcerias com o tecido económico moçambicano.

“Estou cá para vermos como é que podemos, cada vez mais, ter essa presença empresarial, combinada com a nacional, para o esforço de crescimento da nossa economia”, afirmou Claire Mateus Zimba, em declarações à Lusa.

O diretor-geral do IPEME iniciou hoje um conjunto de visitas a várias empresas da região do Tâmega e Sousa, de vários setores de atividade.

Até sexta-feira, o representante do governo moçambicano reúne-se com empresários de calçado (Felgueiras) mobiliário (Paredes), metalomecânica (Amarante) produção de vinho verde (Castelo de Paiva) e extração e transformação de granito (Marco de Canaveses).

Claire Mateus Zimba insistiu que a visita à região enquadra-se numa estratégia para “melhorar o clima de investimentos e fazer dele uma oportunidade para o crescimento económico” de Moçambique.

À Lusa, assinalou haver mecanismos de apoio e cooperação entre os dois países que facilitam o investimento português.

Acesso à informação, identificação clara do perfil das empresas, localização exata, facilitação na perceção de elementos ligados à criação empresarial, como legislação de tributação e licenciamento, são, avançou, alguns mecanismos facilitadores que o Governo de Moçambique proporciona a quem pretende investir.

O responsável recordou ter sido reativado o fundo empresarial de cooperação portuguesa, que reúne quatro bancos, para operacionalizar e garantir o crédito e bonificação de juros, com “soluções de financiamento adequadas para as parcerias entre moçambicanos e portugueses”.

Claire Mateus Zimba declarou ver “o setor empresarial português com preponderância” e capacidade para “poder ajudar a fazer crescer o tecido empresarial de Moçambique”.

Admitindo ser “grande a margem de progressão do investimento português”, observou, porém, preferir nesse processo “um nível de inclusão que represente o esforço de cooperação que os dois governos têm estado a concentrar”.

Para aquele responsável, há pequenas e médias empresas moçambicanas que têm a ganhar nas parcerias com o tecido empresarial do Tâmega e Sousa, ao nível do “conhecimento, aperfeiçoamento, especialização da mão-de-obra e tecnologias adequadas”.

O Governo de Moçambique, recordou, definiu como “áreas prioritárias na estratégia nacional de desenvolvimento” os setores industrial, agroindústria, logística, serviços e turismo.

 

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