Motards felgueirenses viajam mais de mil quilómetros “off-road” entre Felgueiras e Faro

Um grupo de 12 motards felgueirenses realizou, entre 01 e 05 de outubro, uma viagem entre Felgueiras e Faro, percorrendo mais de mil quilómetros de caminhos e trilhos do interior do país em motos off-road, disse hoje ao Expresso de Felgueiras um dos organizadores.

 

O itinerário seguiu de perto a N2, uma das mais longas estradas portuguesas, e teve como objetivo dar a conhecer uma faceta país que “só pode ser vista com o recurso a veículos off-road” , explicou Alexandre Carvalhais, do grupo Enduro Riders de Felgueiras.

“Foi fantástico visitar locais que só recorrendo a este tipo de veículo é que se podem aceder, onde nível de dificuldade dos caminhos é grande,”, acrescentou, frisando que utilizaram a N2 unicamente em instâncias de abastecimento e de pernoita.

A primeira etapa realizou-se entre Felgueiras e Vila Pouca de Aguiar. Na seguinte perna, o grupo de 10 motards e dois elementos de apoio realizou a viagem até Pampilhosa da Serra, uma “esticada” de 350 quilómetros.

 

 

“Andamos todos os dias entre 10 a 12 horas de mota, de manhã até à noite”, acrescenta o organizador.

A terceira etapa, “mais tranquila”, ligou Pampilhosa da Serra e Coruche, localidade de onde partiram, no último dia, em direção a Faro.

O grupo informal de amigos levou consigo algumas lembranças providenciadas pela Câmara de Felgueiras, que entregaram a entidades e clubes de motards que os foram acolhendo, ao longo do percurso.

Alexandre Carvalhais salientou que esta viagem, organizada em modo off-road pela primeira vez, poderá servir de modelo para futuros eventos, sublinhando que gostaria de realizar algo semelhante, no futuro, mas com um cariz solidário.

“Poderíamos fazer disto um evento anual, com percursos diferentes. Este ano não pudemos assumir a faceta solidária, com era nosso desejo, mas impossível de concretizar. Contudo é algo que certamente irá fazer parte de futuras edições”. E acrescentou:

“Foi um evento gratificante e enriquecedor. Ficamos culturalmente mais ricos e a conhecer melhor o país e as pessoas”.