Nova direção da Casa da Senhora do Alívio visa reconhecimento como IPSS e a instalação de Centro de Dia

A nova direção da Casa da Senhora do Alívio, em Santão, delineou como objetivos principais para o novo mandato a obtenção de estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e a implementação de um Centro de Dia para apoiar a população sénior da região, disse hoje ao Expresso de Felgueiras o vice-presidente da associação sem fins lucrativos.

 

O ato eleitoral realizou-se 29 de novembro, com uma lista única com “novos rostos e alguns dos antigos” do organização sedeada em Santão.

Em declarações ao Expresso de Felgueiras, Paulo Fernandes adiantou que a nova direção pretende dar continuidade a algumas das valências ali desenvolvidas desde 2014, nomeadamente as Atividades de Tempos Livres (ATL) e a participação em eventos culturais do concelho.

“Contudo, neste momento, estamos a preparar tudo para que possamos instalar o Centro de Dia, ainda no presente mandato”, acrescentou o dirigente, anotando que o projeto conta com a parceria da Câmara de Felgueiras.

Nesse sentido, explica,  o edifício sede já foi ampliado no âmbito de um protocolo celebrado entre a anterior direção e o município.

Por outro lado, a associação também se candidatou a um apoio do projeto “Capacitar Felgueiras”, para adquirir equipamento para modernizar a cozinha “já a pensar na nova valência”.

“Esperamos que dentro de dois meses essa parte do projeto esteja concluída para que possamos passar, o mais rapidamente possível, à seguinte fase, com a implementação do Centro de Dia”, acrescentou, frisando que também visa, num futuro próximo, o reconhecimento da associação como Entidade de Utilidade Pública.

Paulo Fernandes recordou, ainda, que a nova direção pretende obter o estatuto de Instituição Privada de Solidariedade Social (IPSS), um passo “grande e importante” para dar sustentabilidade ao projeto, nomeadamente com o acesso a novas fontes de financiamento.

“Como associação sem fins lucrativos, estamos muito limitados, em termos de apoios”, adianta, frisando que a pandemia da covid-19 “atrapalhou” a situação, ainda mais. E acrescentou:

“Temos andado a pagar as contas muito à custa de donativos, nomeadamente de associados, dirigentes, a junta de Freguesia e da Câmara de Felgueiras, mas não chega para a conta corrente da associação”.