Nuno Fonseca “obrigado” pela Assembleia Municipal a falar sobre indícios de crimes

Vai ser a primeira vez que o presidente da câmara se vai ter de pronunciar sobre a matéria, prevendo-se que apresente a sua versão dos factos, nomeadamente as circunstâncias em que terão sido praticados os alegados ilícitos investigados pelo Ministério Público relacionados com contratos por ajuste direto para refeições com duas empresas detidas por familiares de autarcas, incluindo o próprio Nuno Fonseca.

Nuno Fonseca é arguido no processo de investigação no Ministério Público | FOTO: Armindo Mendes (Direitos Reservados)

A Assembleia Municipal de Felgueiras vai discutir, na sexta-feira, a constituição como arguidos do presidente da Câmara, Nuno Fonseca, dos vereadores Fernando Fernandes (vice-presidente) e Joel Costa e do ex-chefe de gabinete do presidente da Câmara e atual deputado, António Faria, no âmbito de um inquérito da Procuradoria-Geral da República, na Comarca do Porto Este, em que estão indiciados por alegados crimes de prevaricação, praticados no anterior mandato.

 

A discussão da matéria foi proposta ao presidente da Assembleia Municipal, José Campos, pelo grupo parlamentar do PSD, ao qual caberá fazer os considerandos políticos e as questões ao executivo sobre os factos conhecidos.

O deputado Eduardo Teixeira deverá liderar a posição política do PSD sobre esta matéria

“Discussão política dos factos a que se reportam as notícias de âmbito nacional que dão nota da constituição como arguidos de vários membros do executivo municipal”, é a redação do ponto 13 da ordem de trabalhos, que servirá então de ponto de partida das posições políticas a tomar no órgão fiscalizador do município.

O assunto foi incluído na ordem de trabalhos da sessão ordinária de fevereiro, marcada para as 19:30, desta sexta-feira.

 

À espera das explicações de Nuno Fonseca & companhia

 

FOTO: Armindo Mendes (Direitos Reservados)

Vai ser a primeira vez que o presidente da câmara se vai ter de pronunciar sobre a matéria, prevendo-se que apresente a sua versão dos factos, nomeadamente as circunstâncias em que terão sido praticados os alegados ilícitos investigados pelo Ministério Público relacionados com contratos por ajuste direto para refeições com duas empresas detidas por familiares de autarcas, incluindo o próprio Nuno Fonseca.

Quando a agência Lusa noticiou a matéria, na semana passada, o presidente da câmara não respondeu às questões que lhe foram enviadas em tempo útil.

Será, também, a primeira vez que dirigentes do PS/Felgueiras, incluindo o seu presidente Marco Silva (atual chefe de gabinete de Nuno Fonseca na câmara), poderão tomar posição sobre este caso que promete fazer correr muita tinta na política felgueirense, a menos de dois anos das eleições autárquicas, naquele que é o momento dos dois mandatos em que Nuno Fonseca e o seu executivo surgem mais fragilizados aos olhos da opinião pública.