O que nos espera?

Estamos no final de mais um ano e a entrar no último de mais um mandato eleitoral. São tempos de avaliação interna, posicionamentos e encontrar candidatos. Se, pelo lado do movimento “Sim, Acredita!” a recandidatura de Nuno Fonseca será natural e necessária, pelo lado dos partidos da oposição parece andar tudo muito indefinido.

 

O maior partido da oposição, o PSD vai dando sinais confusos e tarda em decidir quem enfrentará Nuno Fonseca. O seu líder, Vítor Vasconcelos, afirmou logo no início do seu mandato que não seria candidato, sabendo que este não é o momento de avançar – apesar de terminar o limite dos seus mandatos como presidente de junta de freguesia – contra uma equipa que tem a opinião pública do seu lado, avaliação positiva e uma reeleição quase certa. Mas isso também pode ser o seu maior motivo para avançar. O PSD Felgueiras tem, no seu seio, pessoas com ambição e vontade política de serem candidatos, mas não a qualquer custo, e querem ter o mínimo de garantias de que, pelo menos em princípio, terão o mesmo equilíbrio de probabilidades. Assim sendo, Vítor Vasconcelos pode-se ver confrontado com a necessidade, como líder da comissão política, de avançar. Uma coisa parece mais ou menos certa. Todos esperam que alguma fragilidade seja mostrada, seja ela fruto de um erro político, ou que uma das denúncias feitas ao Ministério Público tenha o efeito pretendido de fragilizar o presidente de câmara, coisa não conseguida até agora. Depois ainda há a probabilidade de se efetuarem coligações de direita. Não será de estranhar o regresso a uma coligação com o CDS-PP, para além no natural PPM. Restará saber se a Iniciativa Liberal quererá apresentar um candidato próprio para medir o seu eleitorado natural ou, optar desde já por uma coligação, o mesmo se aplicando ao Chega. Outra questão, difícil de gerir pelo PSD, é o que fazer com os atuais vereadores. Foram muitas as vozes e as atitudes para afastar todos quanto fizessem parte do passado ligado a Inácio Ribeiro, restando quase só e apenas os vereadores. Atendendo ao número elevado de pessoas com ambições e capacidades políticas, pelo menos quererão o lugar na vereação para preparar 2025. Irá o PSD Felgueiras apagar toda uma geração?

De qualquer forma as eleições estão diferentes. Deixamos de ter voz e gente a dar a cara pelos projetos – quem os tem – para posts no Facebook, fotografias, montagens gráficas no Instagram e, tirando o Twitter tão usado noutras zonas, tudo se manterá muito digital.

Ao contrário de pessoas mais otimistas que eu, não acredito tanto na isenção de todos os órgãos sociais devidamente registados e com jornalistas acreditados. Aliás, vamos tendo exemplos disso em tempos de interregno e teremos mais ainda em campanha eleitoral. Variedade de opinião, debate urbano e todos os factos (não apenas alguns), são essenciais para o esclarecimento dos eleitores.

Mas tudo isto dependerá dos principais interlocutores, políticos e órgãos de comunicação social. O que nos espera?