Oposição acusa maioria de abordar com “censura” questões levantadas nas reuniões

O vereador do Partido Socialista da Câmara de Felgueiras, Bruno Carvalho, acusou hoje a maioria social-democrata de abordar com “censura” as questões levantadas pela oposição nas reuniões de câmara.

Bruno Carvalho justificou a posição pela omissão de informações prestadas no decorrer das reuniões nas atas.

“É uma situação que nos deixa desconfortáveis e que nos leva a perguntar o que estamos aqui a fazer?”, observou o vereador.

Bruno Carvalho apresentou alguns exemplos de declarações proferidas nas reuniões e que não foram transcritas para a ata.

“Muitas vezes deixo a minha posição por escrito, para evitar maçar-vos com grandes textos, mas nem assim vejo isso nas atas”, lamentou.

O vereador socialista, que entregou a Inácio Ribeiro um lápis azul, para “modificar comportamentos”, alertou ainda para a falta de publicação das atas e minutas no site da autarquia.

“As atas não são publicadas no site desde fevereiro de 2014 e nem as minutas”, disse.

Bruno Carvalho oferece lápis azul a Inácio Ribeiro
Bruno Carvalho oferece lápis azul a Inácio Ribeiro

Inácio Ribeiro recebeu o lápis azul, mas recusou usá-lo, garantindo que “se há coisas para corrigir serão corrigidas”.

Ainda no período de antes da ordem do dia, Bruno Carvalho interpelou a maioria sobre o espaço de trabalho para os vereadores da oposição.

Inácio Ribeiro disse que o espaço vai ser operacionalizado.

Na reunião de hoje, Bruno Carvalho abordou ainda a maioria sobre a aquisição de uma viatura para a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco, revelando que existiam dois pareceres que davam conta da existência de duas viaturas disponíveis da autarquia.

“Pelos documentos que consultei, havia dois pareceres que davam conta de uma solução interna e essa não foi tomada em consideração”, frisou.

De acordo com o vereador socialista, a Câmara tinha em sua posse dois carros, mas optou pela aquisição de uma viatura.

Inácio Ribeiro esclareceu que “a compra foi feita dentro de casa”, ressalvando que pediu uma cotação à bolsa de contratação pública.

“Nunca houve uma única situação em que a bolsa fosse mais vantajosa”, vincou o edil.