Palcos do Românico oferecem teatro no fim de semana

Iniciativa percorrerá os concelhos de Marco de Canaveses e Penafiel

A peça “Entre Espadas e Cruzadas” está quase a voltar aos palcos, que neste caso é o mesmo que dizer… às igrejas! O espetáculo depois de ser levado à cena na Igreja de Soalhães, em Marco de Canaveses, no sábado, dia 4 de outubro, pelas 21.00 horas e no domingo, dia 5 (às 16h00), na Igreja de Tabuado, no mesmo concelho, vai ser apresentada nas igrejas de Entre-os-Rios (dia 11 de outubro, sábado, às 21h00) e de Cabeça Santa (dia 12, domingo, às 16h00), ambas no concelho de Penafiel.

 

palcos romanico

“Entre Espadas e Cruzadas” é uma produção original da companhia Teatro do Montemuro, com a participação do Grupo de Dança e Cantares de Soalhães (Marco de Canaveses), Grupo de Cantares da Associação para o Desenvolvimento da Portela (Penafiel) e Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães (Felgueiras).

 

Sinopse

Um coro de monges prepara-se para ensaiar. Três deles vagueiam pelo espaço. Um escriturário sentado no canto vai escrevendo no seu costumeiro, como que ninguém desse por ele, de vez em quando espirra para se fazer sentir. Um arquiteto mais o seu mestre-de-obras entram analisando a obra. Vão falando sobre as alterações que foram feitas ao projeto inicial e as dificuldades que o senhor abade tem tido em compreendê-las.

Pedem a um dos monges que vagueia pelo espaço para o ir chamar. Os ânimos exaltam-se entre o arquiteto e o prior. Ouve-se um som, é anunciada a chegada do aio do rei. O aio vem confrontar o arquiteto, perguntando-lhe por que motivo esta obra ainda não está concluída.

O arquiteto defende-se dizendo que o único culpado é o senhor abade, que não aceita as novas alterações no projeto. O prior defende-se, alegando que as alterações feitas vão contra o acordado no projeto. O aio do rei diz: “a obra tem de ser aprovada e apenas o rei tem poderes para decidir”.

 

“Os Ecos dos Muros” são um projeto que parte do princípio de que os “muros falam”, testemunhas centenárias, paredes por onde passaram muitas vidas, muitas histórias e estórias que como numa gravura ficam gravadas, deixando uma memória para quem quer ouvir e interpretar o que elas dizem. E de forma copiosa, os Drumming GP, que lideram esta iniciativa, também querem deixar legado neste(s) Palcos do Românico. Eles que já se apresentaram por diversas ocasiões no programa cultural da “Rota” vão dar corpo e fulgor musical às projeções de vídeo dos Zing Media. Tudo isto para ver no próximo dia 10 de outubro, sexta-feira, na Casa das Artes de Felgueiras, às 21h30, e no dia 11, sábado, à mesma hora, no Centro Social e Paroquial de Ferreira.

 

Os antigos muros são vistos no âmbito do projeto também como um reflexo, como um espelho, da paisagem que integram, que inclui as suas gentes e os seus costumes. Este conceito serve como painel metafórico para um espetáculo cujas músicas que o compõem (ou compostas para ele) incluem uma nova peça especialmente escrita pelo músico e compositor António Pinho Vargas, entre outras, como a do famoso minimalista americano Steve Reich.

 

“Um Monumento, um Concerto”, o espetáculo que congrega em torno da sua realização três dezenas de intérpretes em palco, prossegue em ritmo de itinerância e no próximo dia 11 de setembro, sábado, vai ser apresentado, a partir das 21h00, na Igreja de Fervença, em Celorico de Basto. No dia 12 de outubro, domingo, pelas 17h00, será a vez do Ensemble Vocal de Freamunde ser acolhido na Igreja de Aveleda, em Lousada.

 

A intenção primordial deste projeto musical visa tornar tangíveis três objetivos: reforçar o gosto pela música coral, criar novos públicos, mas também divulgar, dignificar e dinamizar o património da Rota do Românico. Do programa constam peças de diferentes compositores, afetos a cronologias distintas e, para além disso, pertencentes a estilos diversificados, entre eles podemos encontrar no reportório: Claudio Monteverdi, Antonio Lotti, Edvard Grieg, Edward Elgar, Franz Biebl, Eurico Carrapatoso, Giedrus Svilainis, Eric Witacre, entre outros.

 

Por seu turno, a “Peregrinação Coral pelos Monumentos de Portugal”, da responsabilidade da Capella Duriensis, cujo contexto de atuação é em termos de dimensão histórico-musical muito abrangente, abarca desde hinos do canto medieval gregoriano ao canto ambrosiano, O reportório contempla ainda alguns dos mais ilustres compositores da época de ouro da polifonia portuguesa: Frei Manuel Cardoso, Duarte Lobo, Filipe de Magalhães, Vicente Lusitano, Pedro de Escobar e João Lourenço Rebelo. Ao explorar o esplendor arquitetónico dos monumentos, recorrendo a apresentações encenadas e a equipamento luminotécnico, pretende-se proporcionar uma experiência única, viajando pelo tempo através da música portuguesa. Locais: Mosteiro de Cête (10 de outubro/às 21h), Mosteiro de Mancelos, em Amarante (11 de outubro/21h) e Igreja de Soalhães (12 de outubro/16h), em Marco de Canaveses.

Rota do Românico

2 de outubro de 2013