Paulo Rebelo acredita no projeto que fará de Felgueiras um concelho mais competitivo

Arquivo| Foto: Armindo Mendes

O vereador independente da Câmara de Felgueiras, Paulo Rebelo, afirma que “como independente sempre foi e sempre será solidário com este executivo”.

“Foi e é um projeto novo, que tem apresentado bons resultados”, vincou.

A meio do mandato da primeira experiência enquanto elemento de um executivo municipal, aquele que foi, no mandato anterior, presidente da Assembleia Municipal, faz um balanço positivo da sua atividade.

Paulo Rebelo salienta que o bom desempenho dos seus pelouros se fica a dever, por um lado, ao bom relacionamento entre todos os membros do executivo, e, por outro, ao profissionalismo das equipas que consigo trabalham.

“Apesar de trabalhar a meio tempo, sinto que consigo dar andamento a tudo que está sobre a minha responsabilidade. Isso fica a dever-se, em muito, às equipas que tenho ao meu lado. É um grupo bastante coeso, com muita formação, que está nisto há muitos anos e até me ensina”, revelou o autarca, exemplificando:

“Em termos contenciosos, atrevo-me a dizer que é um tribunal especializado em execuções fiscais e contraordenações. Temos aqui bons juristas, bons colaboradores e, por isso, não tenho dificuldades”.

Paulo Rebelo adiantou que não se sente em minoria no executivo.

“Não me sinto mal no meio deste grupo. Sinto até que sou mais ouvido por não fazer parte de qualquer partido. Sou CDS de alma e coração, mas não sou filiado”, lembrou.

De resto, sobre a postura do CDS nas últimas autárquicas, em que decidiu avançar sozinho, Paulo Rebelo diz não se rever nesse partido, nem nesse projeto e daí ter avançado ao lado do PSD, como independente.

“Veria com bons olhos uma coligação tal como tinha acontecido em 2009, mas em 2013, não quiseram e eu tinha um projeto que queria manter. Nesse sentido, mantive-me ao lado desta equipa. Tenho pena da decisão do CDS, mas não me revejo neste partido, é um partido residual, no qual votam os insatisfeitos”, revelou.

Olhando para trás, Paulo Rebelo não se arrepende da decisão que tomou. Enquanto vereador fala num trabalho interessante e gratificante.

“Nós pensamos sempre em fazer mais e melhor, mas temos aqui alguns constrangimentos financeiros que nos limitam muito, em termos de ambição e vontade política. Posso recordar que, por exemplo, nos últimos três anos, perdemos mais de um milhão de euros de IMI e vamos ficar sem 1,5 milhões para o FAM (Fundo de Apoio Municipal), para apoiar câmara que têm problemas”, disse.

Com mais um ano e meio pela frente, o vereador, que tem a seu cargo cinco pelouros, não quer para já falar do futuro.

“Não vou responder se gostaria ou não de continuar. Há condicionantes que têm a ver com a minha profissão de advogado e, também, um ano e meio é muito tempo, não sei sequer se serei convidado. A seu tempo, se verá”, explicou.