Presidente da Câmara de Felgueiras pede ao Governo reabertura do comércio

O presidente da Câmara de Felgueiras, Nuno Fonseca, disse hoje à Lusa ter sensibilizado o Governo para “a urgência de reabertura dos estabelecimentos comerciais e dos serviços”, porque disso depende “a sobrevivência de muitas famílias”.

 

O autarca informou ter enviado uma carta ao ministro da Economia, sinalizando a sua preocupação com o facto de serem mantidas as restrições em vigor, as quais, segundo observou, “poderão levar ao encerramento forçado de muitos negócios, muitos deles fonte de sobrevivência de muitas famílias”.

“É importante que o desconfinamento e reabertura dos negócios aconteça, mesmo com limitações e ajustes, se necessários, em função da evolução da pandemia”, reforçou o presidente daquela autarquia do distrito do Porto.

Afirmando-se “naturalmente consciente dos riscos inerentes uma quarta vaga” da pandemia de covid-19, defendeu a necessidade de “ir mantendo a economia em funcionamento”.

“Ter 100 pessoas num hipermercado a fazer compras não será pior do que permitir que numa cabeleireira ou esteticista ou outra atividade similar se possa fazer atendimento por marcação?”, questiona Nuno Fonseca, sugerindo, por outro lado, a reabertura da restauração, “mesmo com as limitações anteriormente aplicadas”.

Ainda a título de exemplo, o presidente da câmara assume não entender “qual o problema de um pronto-a-vestir ou sapataria atender um cliente ou dois de cada vez”.

“Queremos a abertura urgentemente, com regras, mas iguais para todos”, reforçou o autarca de Felgueiras, acrescentando que o funcionamento do pequeno comércio também é importante para a manutenção da indústria que labora no concelho.

De acordo com o autarca, um ano depois do início da pandemia, “apesar dos riscos, as empresas estão hoje mais bem preparadas ao nível dos equipamentos de proteção individual e no cumprimento das regras da Direção-Geral da Saúde, assim como toda a população”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.570.291 mortos no mundo, resultantes de mais de 115,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.458 pessoas dos 807.456 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

APM // ACG

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