Presidente da Junta de Airães critica Câmara de Felgueiras por ter adiado revisão do PDM

O presidente da Junta de Freguesia de Airães, Vitor Vasconcelos (PSD), criticou a decisão da Câmara de Felgueiras de adiar a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), frisando que “quem não sente não é filho de boa gente”.

“Perante a municipal letargia urbanística, técnica e política, arrogo-me ironizar que a Câmara Municipal de Felgueiras não tem ‘pedalada’ suficiente para o trabalho amador, mas apaixonado, realizado pela Junta de Freguesia de Airães”, pode ler-se num documento publicado na página do ‘Facebook’ daquela autarquia.

pdm airães

O presidente Vítor Vasconcelos lembrou que Airães apresentou, no âmbito da revisão do PDM, 122 propostas de trabalho para a “sustentabilidade do território”.

“Com o devido respeito pelos outros colegas autarcas, provavelmente a freguesia de Airães foi a única a fazer um trabalho intenso e programado de pesquisa local, com identificação e avaliação de soluções futuras de intervenção para o território”, assinalou Vítor Vasconcelos.

A posição da Junta de Freguesia de Airães surgiu depois de a Câmara de Felgueiras ter aprovado, em janeiro, o adiamento, por um ano, do prazo para finalizar a revisão do PDM, alegando “razões externas”.

No comunicado da Junta de Airães, o presidente Vítor Vasconcelos lembrou que, durante três semanas, assumiu o desafio proposto pelo presidente da Câmara Municipal.

“Foram dias e noites de trabalho intenso e sacrificante para cumprir a exiguidade do prazo do dia 9 de março de 2016”, referiu, sublinhando o trabalho feito no terreno.

Junta de Airães preocupada com a perda de população

Vítor Vasconcelos frisou, por outro lado, a preocupação da freguesia com a queda no número de habitantes verificada nos Censos de 2011.

“Facto inédito e preocupante, que precisa urgentemente de uma intervenção planificada e estruturada do território, sob pena de vir a tornar-se uma zona de baixa densidade populacional”, alertou.

O presidente de Airães lamentou que não tenha havido “a simples deferência de uma nota municipal a justificar o “adiamento” de todo o processo, pedindo desculpa à freguesia por ter sido “a mais prejudicada com este adiamento”.

A terminar, Vítor Vasconcelos referiu esperar ainda uma justificação para o adiamento, não “aceitando desculpas de atrasos devidos à ausência de pareceres/colaboração de entidades externas”.