PSD diz que falta de porta encerra Centro de Saúde de Marco de Simães, Marco Silva acusa PSD de “meter os pés pelas mãos”

O PSD de Felgueiras indicou hoje, em comunicado, que o Centro de Saúde de Marco de Simães “se encontra provisoriamente encerrado até ao dia 9 de novembro, por falta de uma segunda porta para circulação de pessoas”.

 

Num comunicado, os sociais democratas referem que “de acordo com informação de responsáveis de saúde, a origem do encerramento se deve à inexistência de uma segunda porta que possibilite a circulação das pessoas por uma entrada e saída diferentes, na contingência à covid-19”.

No mesmo documento, o PSD acusa o presidente da União de Freguesias de Macieira da Lixa e Caramos, e simultaneamente presidente do PS Felgueiras, de se “vitimizar na comunicação social local em busca de “show off””, quando, de acordo com o PSD, “bastaria preocupar-se em ajudar a comparticipar as despesas com a abertura de uma simples porta para saída e circulação de utentes, mantendo em funcionamento o Centro de Saúde de Marco de Simães”.

 

MARCO SILVA DIZ QUE PSD “METE OS PÉS PELAS MÃOS” E QUE O CENTRO DE SAÚDE ESTÁ ABERTO

O EXPRESSO DE FELGUEIRAS contactou o presidente da União de Freguesias de Macieira da Lixa e Caramos, Marco Silva, que adiantou “ser completamento falso” o que o PSD de Felgueiras está a alegar, acusando os sociais democratas de “demagogia”.

“É lamentável que o PSD meta os pés pelas mãos e venha dizer que o centro de saúde está encerrado, quando não é verdade. O centro está aberto”, explicou o autarca.

Marco Silva referiu, ainda, que mesmo antes da pandemia “a junta já se tinha disponibilizado para fazer as obras que fossem necessárias naquele equipamento, mas nunca o Agrupamento de Centros de Saúde pediu ajuda”.

“Sempre nos disseram que no centro não dava para fazer dois circuitos de entrada e saída”, acrescentou.

O Centro de Saúde de Marco de Simães acolhe cerca de três mil utentes, dois quais 1.350 pertencem à União de Freguesias de Macieira da Lixa e Caramos.

No final de outubro, Marco Silva dava conta do encerramento da unidade familiar, previsto para 09 de novembro, manifestando-se contra as intenções das autoridades de saúde.