PSD diz que orçamento para 2021 é “eleitoralista” e “esquece famílias, empresas e instituições”

O PSD de Felgueiras considerou hoje, em comunicado, que o presidente da Câmara de Felgueiras apresentou um orçamento municipal para 2021 “eleitoralista e que esquece as famílias, as empresas e instituições do concelho”.

 

Num comunicado, os sociais democratas dizem que “Nuno Fonseca entende que as famílias não precisam de ajuda municipal e não devolverá nenhuma participação do IRS aos felgueirenses”.

O orçamento municipal para 2021 foi hoje aprovado, em reunião de câmara, no valor de 56 milhões euros. No documento foi ainda aprovada a redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para as taxas mínimas (0,3% para prédios urbanos e 0,8% para prédios rústicos).

O orçamento prevê, ainda, a isenção da taxa de Derrama para o ano de 2021 para sujeitos passivos cujo volume de negócios no ano de 2020 não ultrapasse os 150.000 euros.

Ponto que o PSD de Felgueiras realça, no comunicado, dizendo que o presidente da autarquia “deduz que nem todas as empresas felgueirenses atravessam dificuldades e vai manter a cobrança da Derrama”.

Os sociais-democratas criticam o aumento com as despesas de pessoal, “arriscando a insustentabilidade da gestão financeira do Município a médio prazo”.

“Dos 655 funcionários previstos em 2017, já vamos com expetativas de 1.023 para 2021”, lê-se no comunicado, que refere, ainda, “haver uma manutenção desproporcionada e exagerada de despesas com festas, assessorias e marketing”.

 

PSD diz que orçamento “é descontextualizado da dura realidade”

Por outro lado, o PSD saúda a descida do IMI, considerando, no entanto, o orçamento municipal “eleitoralista, descontextualizado da dura realidade e com o propósito: muito ferro, betão e alcatrão para inaugurar em ano de eleições autárquicas”.

No comunicado, enviado ao Expresso de Felgueiras, o PSD acrescenta que “a manutenção da carga fiscal e a ausência de mecanismos de apoio ao empreendedorismo é demonstrativo duma insensibilidade social autárquica, num ano fortemente fustigado pela covid-19”.

Os sociais-democratas sustentam o voto contra, lamentando que “Nuno Fonseca tenha optado por abandonar as famílias, as empresas e as instituições”, sublinhando que “dificilmente se cumprirá este objetivo de 56 milhões de euros de receita”.