PS/Felgueiras considera que aumento do IMI “penalizará” população

O Partido Socialista de Felgueiras alertou, em comunicado, que “o aumento de 16,5% do Imposto Municipal sobre Imóveis, no concelho, penalizará a população no pagamento de impostos em 2016”.

“O Partido Socialista assumiu com os felgueirenses que o IMI deveria manter-se sempre no valor mínimo”, refere o partido, em comunicado, constatando que a acrescer à arrecadação da totalidade dos 5% da Participação Variável no IRS e da Derrama penalizará a população no pagamento de impostos em 2016.

O aumento do imposto foi aprovado pela Câmara Municipal, com voto contra do PS no Executivo Municipal e na Assembleia Municipal.

O Executivo PSD, liderado por Inácio Ribeiro, aprovou o aumento em 16,5% do IMI para os prédios urbanos para 2016, aumentando a taxa de 0,3% para 0,35%, critica o PS.

“Apesar da posição contrária do Partido Socialista no Executivo Municipal e na Assembleia Municipal, Felgueiras é um dos três concelhos (1% dos municípios) que decidiu pelo aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis para 2016”, lê-se no comunicado do partido.

O maior partido da oposição em Felgueiras discorda da medida e revela que teria decidido pela manutenção da taxa mínima de 0,3% do IMI e por uma adequada dedução familiar.

Comparando o concelho de Felgueiras com outros concelhos da região do Tâmega e Sousa, “Felgueiras é o município com a taxa de IMI mais elevada sendo que três (Amarante, Penafiel e Paços de Ferreira) fixaram taxa mínima de 0,3% para 2016, e que Amarante e Penafiel, mesmo fixando taxa mínima de IMI, aprovaram ainda dedução familiar”.

Os representes do Partido Socialista/Felgueiras no Executivo Municipal e na Assembleia Municipal estiveram contra estas medidas e acusam o Executivo Municipal da maioria de “demagogia”.

“Apesar de toda a demagogia as medidas não serão aplicadas em iniciativas de apoio social (como o executivo PSD de Felgueiras tenta propagar), pois se assim fosse isso representaria a aplicação de um pouco mais de 6 milhões de euros em medidas sociais, o que infelizmente não é o caso”, defende a oposição.

Em comunicado, a estrutura socialista adiantou que o valor do Orçamento Municipal desceu de 2009 a 2016 cerca de 24 milhões de euros, afirmando que, segundo dados disponíveis na plataforma PORDATA, “as despesas correntes passaram de 23 milhões de euros em 2009 para uns previsíveis 30 milhões de euros em 2016”.

“Ou seja, cresceram aproximadamente 30%. Enquanto as despesas de capital, que se traduzem em maior ou menor investimento, cresceram de 2009 a valores previsionais de 2016 20%”, concluiu o PS.