PS/Felgueiras critica passividade da maioria PSD na gestão de duas empresas municipais

O PS de Felgueiras criticou hoje a Câmara, de maioria PSD, na gestão de duas empresas municipais, acusando-a de “passividade” e de “desperdício”.

“A passividade do executivo do doutor Inácio Ribeiro penalizou as contas do município, quando era claro que o caminho que estava a seguir era errado”, lê-se num comunicado socialista enviado à Lusa.

O PS reprova, com concreto, a estratégia adotada para a empresa municipal de ambiente, Emafel, nomeadamente o facto de a Câmara ter decidido, no passado, “prolongar a agonia da empresa durante três anos, aproveitando uma prerrogativa da legislação”.

A oposição considera que aquela decisão agravou o passivo da empresa, que os socialistas dizem ter atingido quase 700.000 no final de primeiro trimestre deste ano.

Assinala-se também que, em setembro de 2015, com os votos contra do Partido Socialista, foi contraído um empréstimo de 300.000 euros, que colocou o endividamento da Emafel em 530.000 euros.

“Todos os dados económico-financeiros sobre esta empresa municipal, que deveria estar dissolvida há três anos, demonstram o erro do PSD/Felgueiras no executivo municipal e a consequente penalização para os felgueirenses”, acusam os socialistas.

O PS sublinha, por outro lado, que em 2015, já defendia que a empresa deveria ser uma entidade liquidada.

No entanto, censuram também os socialistas, a gestão PSD “tentou contrariar o espírito da lei e criar uma nova empresa municipal, que aguarda ainda parecer do Tribunal de Contas, mas sobre a qual o senhor presidente da Câmara já assumiu acreditar que será negativo”.

Já sobre a Escola Profissional de Felgueiras, detida em 99% pelo Município, o maior partido da oposição acusa a maioria de criar “um injustificado alarme social”, por ter decidido dissolver a empresa que geria o estabelecimento de ensino e mais tarde ter revertido aquela decisão.

O Partido Socialista de Felgueiras afirma lamentar “que a gestão social-democrata na Câmara “tenha desperdiçado tempo e recursos do município na defesa de interesses que em nada beneficiam o concelho”.

A agência Lusa aguarda uma reação da gestão social-democrata da autarquia local.

 

APM // JGJ

Lusa/fim