Quatro funcionários da Rota do Românico cessam funções no final de junho

Inácio Ribeiro, presidente da Câmara de Felgueiras e da Associação de Municípios do Vale do Sousa (Valsousa), entidade gestora da rota, lamentou a situação, que atribuiu a imperativos legais decorrentes do termo do período de vigência de candidaturas ao QREN, ao abrigo das quais tinham sido celebrados e renovados os contratos de trabalho

Quatro funcionários da Rota do Românico vão deixar de desempenhar aquelas funções, no final de junho, por ser legalmente impossível renovar os contratos que vigoravam desde 2010, confirmou hoje à Lusa fonte autárquica.

Inácio Ribeiro, presidente da Câmara de Felgueiras e da Associação de Municípios do Vale do Sousa (Valsousa), entidade gestora da rota, lamentou a situação, que atribuiu a imperativos legais decorrentes do termo do período de vigência de candidaturas ao QREN, ao abrigo das quais tinham sido celebrados e renovados os contratos de trabalho.

O autarca ressalvou que, entre as quatro situações de cessação de contratos, “apenas duas, na prática”, estavam no desempenho de funções.

Inácio Ribeiro considerou que a atual situação é “um ajustamento” e que, “a todo o momento”, até poderá haver possibilidade de se reforçar o quadro de pessoal afeto à rota, sobretudo se forem confirmadas as expectativas de alargamento do projeto, para lá das fronteiras do Tâmega e Sousa.

Também a entrada em funcionamento do novo centro interpretativo que está a ser construído em Lousada poderá justificar o reforço do quadro de profissionais, previu.

O autarca de Felgueiras defendeu que a atual situação não põe em causa a qualidade do projeto da Rota do Românico do Tâmega e Sousa, que continuará, acentuou, a ser assegurada pelo “quadro de profissionais competentes e dedicados que lá trabalham”.

A rota conta com 58 elementos patrimoniais nos 12 concelhos do Tâmega e Sousa, 24 dos quais com a classificação de monumento nacional.

Até ao final deste ano, espera-se que, no âmbito daquele projeto, sejam atingidos os 16 milhões de euros de investimento na recuperação de 56 monumentos.

Além deste montante, acrescem 1,7 milhões de euros na construção, em curso, de dois centros interpretativos, um em Lousada e outro em Abragão, Penafiel.

 

APM // MSP

Lusa/fim