Que futuro para Felgueiras?

Temos à porta mais um ato eleitoral para decidir que futuro queremos para Felgueiras para os próximos quatro anos.

 

Cada um de nós tem uma ideia, opinião ou até interesse do que quer ou acha melhor para o concelho.

Porque não estamos todos certos, o melhor para Felgueiras será aquilo que a maioria decidir. Não agradará a todos, uns dirão que o problema é da falta de (melhores) opções e outros dirão até que o povo não sabe o que faz.

Não concordo com estes últimos.

O eleitor, o felgueirense em particular, está cada vez mais elucidado sobre a vida política local. A informação é abundante e, apesar de muitas das vezes enviesada, sobretudo pela “notícias” das redes sociais, as pessoas têm cada vez mais ferramentas para fazerem a sua avaliação.

É por esta crescente clarividência do eleitor que sou daqueles que aceita sem reservas a opção global, sem que isso, no entanto, impeça o exercício crítico.

Numa altura em que temos anunciados apenas dois candidatos a Presidente de Câmara, Vítor Vasconcelos, pelo PSD, e Camilo Rebelo, da Iniciativa Liberal, e em que, curiosamente, ainda não temos a formalização da recandidatura de Nuno Fonseca pela coligação composta pelos partidos políticos PS e Livre (denominada “Sim Acredita”), os felgueirenses vão já dando alguns sinais.

E quando Fátima Felgueiras, demonizada por tantos (eu assim me confesso), vem a público e logo se levanta um clube de fãs a desejar o seu regresso – qual reaparição regressada do Brasil, qual quê – não dirá isso muito do sentimento dos felgueirenses?

Bastou uma mera aparição para fazer dominar as conversas e as conjecturas de que a mesma não foi inocente, mas sim um sinal que a ex-autarca está a preparar um qualquer regresso à vida política.

E o momento, sem questionar as opções editoriais do Sr Goucha, na altura do anúncio dos candidatos, contribui para aquelas teorias.

Percebe-se que foi a líder mais marcante e que, apesar de os felgueirenses, entretanto, terem desejado um rumo diferente, que foi alguém que deixou marcas e boas memórias no concelho e nas pessoas. Mas daí a, passados 12 anos e da sua ausência de Felgueiras, ainda ansiarem por ela, parece-me motivo de reflexão.

Não será isso apenas um reflexo de que os felgueirenses não estão assim tão satisfeitos? Não todos, obviamente.

Ou será apenas um saudosismo bem à maneira daqueles que agora vivenciamos em que só agora valorizamos aquilo que antes dávamos por certo?