Rali de Portugal: Vitória de Elfyn Evans em Toyota

Elfyn Evans em Toyota Yaris WRC, um inglês em carro japonês, venceu o Rali de Portugal, depois de disputadas 20 classificativas ao cronómetro em três dias nas regiões Norte e Centro do País.

 

Evans abanou na super especial do Porto, no final do dia de sábado, mas madrugou no domingo demonstrando que era o mais forte, e nunca permitindo a Dani Sordo (Hyundai i20 WRC) qualquer veleidade, dilatando sempre a vantagem nas classificativas de Felgueiras e Fafe.

A história do rali em termos competitivos pode ser escrita em três capítulos. No primeiro, correspondente ao dia 1 do Rali, os protagonistas principais foram os pilotos da Hyundai: Dani Sordo entrou forte e esteve na frente da classificação geral; Thierry Neuville ficou pelo caminho fruto de mais um acidente; e Ott Tanak terminou o dia em primeiro lugar. No segundo, Ott Tanak demonstrou que era o mais forte, mas ficou pelo caminho na segunda passagem pela classificativa de Amarante por quebra da suspensão, deixando a salvação da honra da equipa sul-coreana ao espanhol Sordo, o que abriu caminho para que Elfyn Evans terminasse o dia como líder na Foz do Porto, mas com uma pequena vantagem de 10,7 segundos para Dani Sordo, abrindo assim a perspetiva para uma grande luta no último dia do Rali de Portugal. Só que o terceiro capítulo da história competitiva da edição 2021 da prova portuguesa integrada no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), confirmou que o protagonista principal – Elfyn Evans – não mudaria de mãos, e no regresso, 23 anos depois, à classificativa de Santa Quitéria, tratou de iniciar a demonstração sobre quem estava mais forte: nas cinco classificativas do último dia de prova o britânico venceu três e nunca permitiu que Sordo se aproximasse.

Assim, no final do Rali de Portugal, vitória para Elfyn Evans, segundo lugar (azedo) para Dani Sordo e, terceiro para Sebastien Ogier (Toyota Yaris WRC) que teve uma exibição muito discreta, em que o resultado foi bem melhor que a exibição. O melhor português foi Armindo Araújo (Skoda Fabia Rally2) em décimo nono lugar.

 

 

Regresso a Felgueiras/Santa Quitéria

O último dia do Rali de Portugal assinalou o regresso competitivo do WRC à classificativa de Santa Quitéria, 23 anos depois. Era grande a expectativa e ninguém saiu defraudado: espetáculo vibrante numa classificativa técnica e escorregadia. Aliás, praticamente todos os pilotos fizeram notar as dificuldades de aderência que sentiram. Mesmo o vencedor das duas passagens pela classificativa de Santa Quitéria, Elfyn Evans, assinalou essas dificuldades: “forçamos o andamento, mas foi difícil, porque não tivemos a aderência que esperávamos num piso bastante duro”. Mas não foi caso único: Sebastien Ogier, disse que existem “várias zonas com declive negativo, e é muito fácil perder o controlo do carro”.

Para a história fica neste regresso a Felgueiras/Santa Quitéria que o primeiro carro a passar foi o Hyundai i20 WRC de Thierry Neuville.

Elfyn Evans passa a ser o novo recordista da classificativa de Santa Quitéria com um tempo de 6 minutos e 3,7 segundos, batendo o anterior tempo de 1998 de Marcus Gronholm (Toyota Corolla WRC) de 6 minutos e 16,7 segundos, com a curiosidade do record se manter na Toyota.

Agora, a caravana do WRC segue viagem para a Sardenha.

 

Hélder Quintela