Anunciados 600.000 euros para recuperar Mosteiro de Paço de Sousa

Para Antonino Sousa, presidente da Câmara de Penafiel, a intervenção reveste-se de grande importância, porque prevê trabalhos, "muito abrangentes", que vão ajudar a preservar, no futuro, aquele monumento nacional, destacando-se a recuperação da cobertura da igreja para acabar com as infiltrações

A Rota do Românico do Tâmega e Sousa vai requalificar o Mosteiro de Paço de Sousa, em Penafiel, anunciando-se um investimento superior a 600.000 euros, o maior de sempre daquele projeto.

Para Antonino Sousa, presidente da Câmara de Penafiel, a intervenção reveste-se de grande importância, porque prevê trabalhos, “muito abrangentes”, que vão ajudar a preservar, no futuro, aquele monumento nacional, destacando-se a recuperação da cobertura da igreja para acabar com as infiltrações.

A empreitada deverá arrancar antes do final do ano, prevendo-se que esteja concluída em junho de 2015.

O Mosteiro de Paço de Sousa, monumento nacional, é um dos mais importantes conjuntos edificados da Rota do Românico, estando ligado aos primeiros tempos da nacionalidade, ali se encontrando o túmulo de Egas Moniz, aio do primeiro rei de Portugal.

Os trabalhos hoje anunciados permitirão limpar e tratar as paredes exteriores, interiores e vãos do monumento.

Estão ainda previstos trabalhos arqueológicos na área envolvente ao mosteiro e intervenção na sacristia, incluindo restauro do mobiliário e pintura mural do lavabo.

Conservação dos tetos, nova instalação elétrica e requalificação do claustro são outras ações previstas no âmbito do concurso público.

À Lusa, Antonino Sousa sublinhou que os trabalhos vão salvaguardar uma “pérola do património da região e símbolo do concelho de Penafiel.

Para o autarca, após as obras, ficarão reunidas as condições para consolidar a aposta do concelho no turismo cultural, tendo a Rota do Românico como um dos eixos de maior atratividade, destacando-se o Mosteiro de Paço de Sousa.

O projeto da Rota do Românico começou em 1998, envolvendo os seis municípios do Vale do Sousa (Felgueiras, Paços de Ferreira, Lousada, Penafiel, Paredes e Castelo de Paiva) e compreendendo 21 monumentos.

Em 2010, a rota foi estendida aos municípios do Baixo Tâmega (Amarante, Marco de Canaveses, Baião e Celorico de Basto) e do Douro Sul (Cinfães e Resende), o que permitiu alargar o conjunto para 58 monumentos, a maioria dos quais classificados.

 

APM // MSP

Lusa/fim