Rota do Românico em Amarante traduz envolvimento do Tâmega (C/VÍDEO)

"É sinal de que esses municípios já assumem a Rota do Românico como um projeto fundamental para o território e que os autarcas assumem a rota como deles", declarou Rosário Machado, em declarações à Lusa.

O novo espaço de promoção da Rota do Românico, em Amarante, traduz o envolvimento crescente dos autarcas do Baixo Tâmega e do Douro Sul, considerou hoje a diretora daquele projeto, Rosário Machado.


“É sinal de que esses municípios já assumem a Rota do Românico como um projeto fundamental para o território e que os autarcas assumem a rota como deles”, declarou aquela responsável, em declarações à Lusa.
O projeto da Rota do Românico começou em 1998, envolvendo os seis municípios do Vale do Sousa (Felgueiras, Paços de Ferreira, Lousada, Penafiel, Paredes e Castelo de Paiva) e compreendendo 21 monumentos.
Em 2010, a rota foi estendida aos municípios do Baixo Tâmega (Amarante, Marco de Canaveses, Baião e Celorico de Basto) e do Douro Sul (Cinfães e Resende), o que permitiu alargar o conjunto para 58 monumentos.
A recente abertura do espaço promocional na cidade de Amarante, incluído na loja da Cooperativa Dolmen, permitirá, segundo Rosário Machado, disponibilizar informação aos turistas que visitam aquela cidade, a mais rica da região em termos patrimoniais.
“Os turistas precisam de espaços de informação e perceberem o que temos para mostrar. Este espaço vai funcionar como um centro de informação da rota, aberto ao fim-de-semana, com a função de mostrar e acompanhar os turistas por um território tão vasto”, explicou.
Para Rosário Machado, os elogios que os autarcas do Baixo Tâmega e do Douro Sul têm feito ao projeto é positivo para a região no seu conjunto, reforçando a sua atratividade.
“É fundamental que as autoridades políticas apreendam naturalmente este projeto de desenvolvimento regional, com tantas dimensões e com base no património, nas gentes e no território”, considerou ainda.
A rota já tem alguns centros interpretativos no Vale do Sousa, mas a loja de Amarante é o primeiro espaço físico no Baixo Tâmega com informação direcionada aos turistas.
A diretora considera que a abertura daquele espaço “é o resultado da apreensão natural” do território sobre a abrangência regional do projeto.
Rosário Machado recorda que, há 1.000 anos, quando foram construídos muitos dos monumentos, as fronteiras eram um pouco diferentes das atuais, assentando em grandes famílias que tinham ligações do Douro ao Sousa ou do Sousa ao Tâmega.
“Não podemos falar do património medieval e românico sem as ligações de Paço de Sousa a Resende ou de Felgueiras a Amarante”, assinalou.
O sucesso da rota no Baixo Tâmega e Douro Sul é uma manifestação de que “os responsáveis políticos e administrativos começam assimilar este conceito de que todos juntos conseguem mais”, acrescentou, concluindo:
“Percebemos que temos mais daquilo que nos une do que daquilo que nos divide. Aproveitando essas potencialidades, construímos um património e um território melhor”.
APM // JGJ
Lusa/fim