Rota do Românico investiu 16 ME na conservação de 56 monumentos

Até 2014 tinham sido intervencionados 30 monumentos, num investimento de 12 milhões de euros, mas até ao final do próximo ano espera-se que mais 26 elementos patrimoniais recebam melhoramentos, num investimento de 3,8 milhões de euros

A Rota do Românico do Tâmega e Sousa vai representar, até ao final de 2015, um investimento de cerca de 16 milhões de euros na conservação e recuperação de 56 monumentos, disse à Lusa a diretora do projeto.

Segundo Rosário Machado, àquele valor acrescem 1,7 milhões de euros destinados à construção de dois centros interpretativos, ambos em execução, em Lousada e Penafiel.

“A rota tem lutado para encontrar dinheiro para investir na salvaguarda do seu património, mas tem sido um trabalho difícil”, admitiu.

A maioria dos imóveis intervencionados localiza-se no Vale do Sousa, onde começou o projeto, em 1998, mas também já foram realizadas obras em monumentos do Baixo Tâmega e Douro Sul, cujo património passou a integrar a rota desde 2010.

Até 2014 tinham sido intervencionados 30 monumentos, num investimento de 12 milhões de euros, mas até ao final do próximo ano espera-se que mais 26 elementos patrimoniais recebam melhoramentos, num investimento de 3,8 milhões de euros.

A Rota do Românico do Tâmega e Sousa compreende 58 monumentos nos municípios de Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende.

A rota conta com 24 monumentos nacionais e 23 de interesse público.

Em declarações à Lusa a propósito do II Congresso Internacional da Rota do Românico, que decorre hoje e sexta-feira em Amarante, a diretora do projeto estima que mais de 50.000 turistas tenham já visitado os imóveis históricos, 36.000 dos quais em grupos organizados, grande parte de nacionalidade estrangeira.

Em jeito de balanço do trabalho realizado desde 1998, Rosário Machado destacou também o Sistema de Sinalização Turística e Cultural da Rota do Românico, que diz ser único na Europa, que contemplou a instalação de sinais na rede viária de acesso aos 58 monumentos.

“A Rota do Românico é a única na Europa que está devidamente sinalizada”, destacou, acrescentando: “Neste momento, a rota está devidamente estruturada e faz parte de um produto turístico e de uma estratégia comunicacional”.

Outro elemento destacado por Rosário Machado é o programa cultural “Palcos do Românico”, que permitiu organizar, em 2014, mais de 200 eventos de teatro, música, dança e exposições, envolvendo dezenas de instituições da região.

“Este programa assenta, fundamentalmente, em novas criações artísticas que têm sido do agrado da grande maioria dos espetadores”, disse.

Outras áreas de atividade da rota são os designados “Serviço Educativo” e “Projeto Pedagógico”, no âmbito dos quais, desde 2012, técnicos do projeto se deslocam às escolas da região para atividades de promoção do românico, para além de organizarem visitas aos monumentos.

Ao todo, foram alcançadas 7.623 crianças, de 308 escolas.

“O serviço educativo trabalha essencialmente com os alunos do quarto ano, do primeiro ciclo, porque é nesta idade que se aborda o tema da formação da nacionalidade e a importância que o românico assumiu neste território”, explicou.

 

APM.

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