Ruído, bizarrias e ….

O aproximar do prazo para a entrega das listas que irão apresentar-se a eleições no dia 1 de outubro próximo, e a indefinição que é latente, diria mesmo visível em vários quadrantes políticos e não apenas no Partido Socialista/Felgueiras, mas também em outras estruturas e movimentos, tem permitido o adensar do “diz que disse”, de “boatos”, e algumas tentativas de influência na opinião pública a partir de notícias que posteriormente são classificadas de “embuste”! O mais recente caso está relacionado, com uma notícia publicada na semana passada, num jornal de referência nacional, que tinha como elemento central da mesma uma “possível”/”eventual” disponibilidade de Fátima Felgueiras para assumir a liderança da candidatura do Partido Socialista em Felgueiras… A notícia, logo à vista desarmada, apresentava detalhes sobre a forma como a ex-Presidente de Câmara teria abordado as estruturas nacionais o que que contribuiu para aumentar o ruído, reações, e adensar duas dimensões estranhas, classificaria mesmo de muito estranhas e “bizarras”: a primeira relacionado com o momento em que a notícia é publicada (sabendo-se que está em marcha a decisão sobre o candidato do PS), e a segunda sobre um eventual aproveitamento do mediatismo de Fátima Felgueiras para o que se seguia na notícia!

A reação mais enérgica, assertiva, contundente, direta foi da visada: Fátima Felgueiras (que mantém todas as qualidades oratórias e de pensamento) desmentiu no próprio dia o conteúdo, manifestando a sua indisponibilidade para assumir a liderança de uma candidatura autárquica, e revelando que a notícia no que à sua pessoa respeitava era falsa, encomendada e um sinal de baixa política! Isto leva-nos a refletir sobre como foi possível existir uma notícia sobre o ponto de vista mediático em volta de Fátima Felgueiras, assente em eventos aparentemente “ficcionados”? E, também, a quem interessava/interessaria a criação deste ruído mediático, uma vez que ficou patente nas declarações de Fátima Felgueiras ao programa Política em Dia da Rádio Felgueiras, que a ela não?

Nesta pequena conversa Fátima Felgueiras disse ainda que a curto-médio prazo não está disponível para integrar ou até mesmo liderar um projeto autárquico (o que não significa que esteja indisponível para Felgueiras), o que confirma tudo aquilo que sempre pensei sobre ela e sobre os próximos passos autárquicos! Reconheça-se obviamente, que se tratou de uma Presidente de Câmara que deixou uma marca muito positiva de realização no nosso concelho, ao contrário do adiamento a que o Executivo do PSD de Inácio Ribeiro nos conduziu.

Por isto mesmo, é meu entendimento, e já afirmei publicamente, o Partido Socialista/Felgueiras apresentará inevitavelmente uma candidatura forte nas próximas eleições autárquicas, porque o PS tem na mão a responsabilidade de reverter o estado a que Felgueiras chegou, e de implementar no próximo mandato autárquico um projeto estrategicamente sólido e sustentável para o município! Sustentável ao nível ambiental, ao nível económico, ao nível social, ao nível do turismo, ao nível da saúde pública, ao nível do lazer, e principalmente articulado e não desgarrado, e com medidas avulsas como o Dr. Inácio Ribeiro tem protagonizado!…

… O PSD vai vivendo de medidas avulsas, e de adiamentos! Veja-se o que aconteceu com o Estatuto Social dos Bombeiros Voluntários: mais de um ano e o projeto ainda não está em fase de aprovação… Veja-se o que aconteceu com a revisão do Plano Diretor Municipal, que está caduco, a burocratizar licenciamentos, a limitar o desenvolvimento e sustentabilidade da ocupação dos solos, e a “incentivar” que empresas de Felgueiras, do seu setor económico pujante: o calçado, se deslocalizem para Celorico de Basto, Cinfães. Esperemos pela concretização da Zona Industrial de Regadas/Fafe, para como diz Eduardo Teixeira, nas “barbas” de Sendim, ver o que vai ainda mais acontecer, num concelho que penaliza os munícipes com IMI e IRS e os empresários com a Derrama, ao contrário de Fafe… No município aqui ao lado o Executivo aprovou recentemente por unanimidade a fixação da taxa de derrama em 1,20% (descida de 0,3%) e a isenção da mesma para os sujeitos passivos cujo volume de negócios não ultrapasse os 150 mil euros! A isto chama-se: estratégia de desenvolvimento integrado! Por cá não há!…