“Sentium Aula” reconvertido em espaço museológico

“Após cinco anos o espaço mantém-se encerrado” critica o PSD/Felgueiras

"Sentium Aula" Felgueiras
Edifício "Sentium Aula" em Felgueiras

O antigo edifício da Escola Primária Adães Bermudas na cidade de Felgueiras está em processo de reconversão para espaço museológico dedicado ao património e à indústria, depois de ter sido recuperado, no anterior executivo de Inácio Ribeiro (PSD) para centro de artes performativas. 

Constituído por dois andares, um deles será dedicado ao Românico de Felgueiras e outro, à indústria do calçado, predominante no concelho, segundo fontes contactadas pelo nosso jornal.

Nesse espaço dedicado à indústria do calçado estarão também representadas algumas das empresas mais antigas e emblemáticas de Felgueiras.

O edifício disporá ainda de uma sala para exposições temporárias.

Ainda não são conhecidas as datas de inauguração e abertura ao público deste espaço, prevendo-se, contudo, que venha a acontecer até ao verão, segundo o vereador da oposição, Vítor Vasconcelos, que já visitou o espaço a convite do presidente da Câmara Municipal de Felgueiras.

“A reconversão do espaço para um museu municipal está muito adiantada”, revelou o vereador do PSD, ao Expresso de Felgueiras|TâmegaSousa.pt

 

O edifício escolar foi requalificado para Centro de Artes Performativas, Sentium Aula.


A recuperação desta antiga infraestrutura escolar, promovida pelo executivo liderado por Inácio Ribeiro, foi projetada para funcionar como um espaço dedicado às artes performativas (dança, teatro e música).

A reabilitação do edifício foi co-financiada por fundos europeus, no âmbito do programa Norte 2020, Programa Operacional Regional do Norte, com a designação “Reconversão da Escola de Adães Bermudes de Felgueiras para oficina de artes performativas – Sentium Aula”

No entanto, após a conclusão das obras, a autarquia liderada por Nuno Fonseca, entretanto eleito, decidiu pela alteração do seu uso. 

Esta decisão aconteceu antes de ter aberto portas, após as obras realizadas.

Pedro Melo Lopes, presidente do PSD/Felgueiras, considera que “o objetivo inicial parecia mais adequado, nomeadamente a criação de um centro artístico e complementar ao Teatro Fonseca Moreira para funcionar como centro de artes performativas.”

“Não nos incomoda que seja um espaço museológico e de exposições, o que nos incomoda é que, perante tanta indefinição, após cinco anos, o espaço se mantém encerrado, não tendo ainda sido colocado à disposição das pessoas”, acrescentou o líder da concelhia do PSD.

A autarquia liderada por Nuno Fonseca não divulgou publicamente o objetivo e custos envolvidos na reconversão do uso do edifício, e, mais uma vez, não respondeu às questões enviadas pelo Expresso de Felgueiras|TâmegaSousa.pt sobre este tema.

O PSD, partido que tem representação como oposição no Executivo e na Assembleia Municipal, também desconhece os custos envolvidos na reconversão de utilização.

“Mas sabemos que os “custos culturais” com a não abertura deste espaço são significativos para a expansão e divulgação cultural no nosso concelho”, sublinhou Pedro Melo Lopes, presidente da concelhia do PSD.