Sucesso do calçado em Felgueiras dinamiza e moderniza comércio tradicional

Falando a propósito da Gala do Empresário que homenageou este ano alguns empreendedores do concelho, Nuno Fonseca, representante dos empresários, defende que o pleno emprego que se vive atualmente em Felgueiras "alavanca a reconversão" de espaços e estratégias de venda no comércio tradicional

FOTO: Armindo Mendes

O presidente da Associação Empresarial de Felgueiras (AEF), Nuno Fonseca, defende que o sucesso da indústria de calçado no concelho impulsiona o rejuvenescimento e abertura de novos espaços comerciais.

Com o crescimento e o emprego da indústria do calçado, observou o dirigente, o comércio tem conseguido “um outro alento e uma outra dinâmica”.

Falando a propósito da Gala do Empresário que homenageou este ano alguns empreendedores do concelho, o representante dos empresários defende que o pleno emprego que se vive atualmente em Felgueiras “alavanca a reconversão” de espaços e estratégias de venda e uma maior preocupação “em satisfazer as exigências e os gostos dos consumidores”.

“Posso adiantar que no concelho de Felgueiras têm aberto quatro a cinco lojas por mês nos últimos cinco meses. Estamos a falar do comércio de proximidade”, avançou Nuno Fonseca, em declarações à Agência Lusa.

O presidente da AEF admitiu que algumas lojas se ressentiram no passado da conjuntura económico-financeira adversa, mas lembrou ser “incontornável” uma readaptação e reconversão desses espaços”.

“É necessário criar outro tipo de dinâmica nas lojas mais antigas”, assinalou.

Para Nuno Fonseca, tem sido evidente “uma maior aposta dos empresários ligados ao comércio na formação profissional e no atendimento personalizado como ferramentas para atrair mais clientes aos seus espaços”.

“Paulatinamente, está-se a proceder a uma alteração do atendimento, fruto também dos mecanismos que foram surgindo e da aposta na formação profissional, que possibilitaram aos empresários do comércio uma aposta em gente qualificada, com novas habilitações e novas qualificações”, acrescentou.

Para Nuno Fonseca, os tecidos comerciais da Lixa, Longra e Idães (polos urbanos do concelho) são “casos de sucesso” dessa reconversão, dizendo haver condições para que o trabalho possa ser prosseguido.

No concelho há cerca de 800 estabelecimentos comerciais registados.

 

APM.

Lusa/fim