Tâmega e Sousa pede ao Governo para reavaliar chumbo de candidatura

Segundo um comunicado da CIM, vai ser apresentado recurso junto da entidade gestora dos fundos que não qualificou as candidaturas para a segunda fase do concurso Desenvolvimento Local de Base Comunitária

A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa anunciou hoje que vai solicitar à ministra da Agricultura  que reveja a decisão que afastou as candidaturas a fundos europeus da responsabilidade das entidades Adersousa e Dolmen.

Segundo um comunicado da CIM, vai ser apresentado recurso junto da entidade gestora dos fundos que não qualificou as candidaturas para a segunda fase do concurso Desenvolvimento Local de Base Comunitária.

Aquele concurso, lê-se no comunicado, “tem como objetivo promover, em territórios específicos, a concertação estratégica e operacional entre parceiros, orientada para o empreendedorismo e a criação de postos de trabalho”.

A Adersousa e a Dolmen, entidades de caráter intermunicipal e intersectorial, reúnem, de acordo com o normativo da União Europeia, todas as condições para poderem ver as suas candidaturas aprovadas pela entidade gestora do programa, considera a CIM. No comunicado, sublinha-se que as duas instituições, a primeira com atividade no Vale do Sousa (Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira) e a segunda no Baixo Tâmega (Baião, Celorico de Basto, Marco de Canaveses, Cinfães, Resende e parte de Penafiel), foram responsáveis pelo apoio a 387 entidades e criação de 534 postos de trabalho diretos, no âmbito do quadro comunitário que agora termina.

Por isso, sublinha-se, “devem ser valorizadas e apoiadas na sua capacidade e competência de apoio às atividades de valorização e dinamização da economia local e da criação de emprego”.

“A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa espera que os seus argumentos sejam tidos em conta, evitando-se assim que esta região saia penalizada com todo este processo”, conclui-se no comunicado.