Uma terceira via?

Não sou muito de credibilizar rumores, mas na política tendem a ter um fundo de verdade ou, pelo menos, devem merecer alguma reflexão.

Têm sido cada vez mais recorrentes os ecos de reuniões do “submundo” da política em que se discute o concelho e que tem como principais interlocutores antigos atores políticos locais.

Estará a ser congeminado um novo MIC (movimento independente de cidadãos) que teve como seu mentor Pedro Araújo que, de facto, conseguiu ganhar credibilidade ao nível das intenções, membros e ideias?

Ou será antes uma espécie de associação de pessoas e interesses ao jeito daquilo que mais tarde se veio a tornar o Sim Acredita (Coligação PS e Livre)?

Seja como for, a independência durou pouco e, quer um, quer outro acabaram por se aproveitar da incubadora PS.

E que significado pode ter este rumor, a ser verdade? Obviamente, significa um descontentamento com o rumo dos acontecimentos. E para isso muito tem contribuído um maior desgaste do atual executivo, provocado pelo fim da desculpa do primeiro mandato e por polémicas como o processo Higino, a notícia da revista Sábado e o crescente endividamento municipal.

Em contraciclo, apresenta-se o PSD, que, depois de um natural desgaste e difícil trabalho de digestão da perda das eleições de 2017, hoje apresenta evidentes sinais de crescimento e de uma nova aura.

Sou suspeito e muito, mas se há coisa que ao PSD não falta (e nunca faltou!) é pessoas com valor, reconhecido mérito profissional e que não vêm na política uma solução para os seus problemas.
O trabalho continuará a ser difícil mas a estratégia parece clara e faz todo o sentido, um compromisso de gerações, com o propósito de dar o melhor à geração presente sem comprometer as vindouras, que é logo uma diferença muito marcante em relação ao que está a acontecer nos Paços do concelho.