Varziela revoltado com decisão da AF Porto que impede subida (C/ÁUDIO)

O Varziela não se conforma com a decisão da Associação de Futebol do Porto (AFP) que decidiu anular a última jornada da série 2 da 1ª Divisão impedindo a promoção à Divisão de Honra.

 

O clube de Felgueiras sente-se “desonrado e desrespeitado”.

A 22ª jornada da série 2 da 1ª Divisão, a última antes do cancelamento dos campeonatos, foi anulada pela AF Porto. Nessa ronda, disputada a 8 de março, o Varziela foi vencer a Vila Boa do Bispo, por 3-0, e assumiu a liderança da prova, ultrapassando Citânia de Sanfins, Roriz e Ferreira, que já não puderem jogar devido ao surto da Covid-19.

Um mês depois a associação portuense anunciava que subiriam “à divisão superior os clubes que se encontravam nos lugares de acesso (ou seja classificados nos primeiros lugares) na data em que foi determinada a suspensão das provas”. Por isso, o clube de Felgueiras festejou a promoção à Divisão de Honra.

No entanto, na última sexta-feira, a AF Porto comunicou que, “por razões de equidade e excecionalidade”, decidiu contabilizar a competição apenas até à 21ª jornada, uma vez que na ronda seguinte não foi possível realizar as partidas Citânia de Sanfins – Ferreira e Raimonda – Roriz.

Esta decisão produziu alterações na classificação final. O Varziela caiu para o quarto posto da tabela e para fora dos lugares de subida. Ferreira, Roriz e Citânia de Sanfins passaram a ocupar as três primeiras posições e foram promovidos.

O presidente do emblema felgueirense não disfarça “o sentimento de revolta, de frustração e de incredulidade” pela decisão tomada pela AF Porto. José Ricardo Silva considera que “estão a tirar pontos a quem os conquistou dentro de campo”.

 

 

O dirigente lembra que o Varziela “cumpriu o calendário” que estava estipulado. Como tal, não é o emblema do concelho de Felgueiras “quem tem jogos a mais, mas os outros clubes é que têm jogos a menos”.

“Ainda estou incrédulo com esta decisão, porque isto de tirar pontos a quem os conquista dentro de campo, com mérito e de forma legal, é tirar-nos a honra. Sentimo-nos desrespeitados e revoltados. O que está a acontecer é surreal e incompreensível”, diz.

“É um plantel, uma direção e uma equipa frustrada. É uma terra inteira que se sente desonrada e desrespeitada”, acrescenta.

“Estávamos a contar com uma coisa e passado um mês dizem-nos outra. O comunicado de há um mês atrás foi claro. Não falava em número de jornadas, nem nada do género”, argumenta.

José Ricardo não entende porque é que a AFP não viabiliza a realização dos dois jogos que estão em falta no campeonato, nem que seja antes do arranque da nova temporada, como “já aconteceu anteriormente, em 2016/2017”.

 

 

O presidente do Varziela aponta ainda outra solução: “Na Escócia e na Itália dividiram o número de pontos pelo número de jogos. Podiam tê-lo feito desta forma, seria a decisão mais ajustada. Tirar pontos a quem os conquista em campo não tem qualquer lógica”.

A direção do clube felgueirense admite “recorrer a todos os meios possíveis” para ver reposta a verdade desportiva, tendo já solicitado uma reunião de emergência com “o presidente da AF Porto, Dr. Lourenço Pinto”.

“Ainda não obtivemos resposta, mas acredito que teremos e que a associação reverterá esta decisão que não faz sentido nenhum”, conclui José Ricardo Silva.